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Consumo de aves cresce no fim do ano e acende alerta para procedência: de plástico a contaminantes metálicos

Indústrias certificadas possuem tecnologia capaz de detectar "corpos estranhos" com menos de 1 milímetro na linha de produção

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 29 de novembro de 2025 - 08:30
De acordo com dados do setor, o Brasil abateu 6,46 bilhões de frangos em 2024, um aumento de 2,7% em relação a 2023
De acordo com dados do setor, o Brasil abateu 6,46 bilhões de frangos em 2024, um aumento de 2,7% em relação a 2023 -

Com a chegada das festas de fim de ano, o consumo de aves, especialmente peru, chester e frango, ganha força nas prateleiras e mesas dos brasileiros. A tradição das ceias natalinas e das confraternizações familiares movimentam o setor, impulsionando tanto o comércio varejista quanto os produtores rurais. No entanto, junto com o aumento da demanda, cresce também a preocupação com a origem e a qualidade dos alimentos que chegam ao consumidor.

“A carne de aves é uma tradição na mesa do brasileiro mas precisa ser consumida com segurança”, destaca Rodrigo Gaio, especialista de Produtos na área de Inspeção da Soma Solution, empresa especializada em soluções industriais, incluindo codificação, inspeção de produtos, sistemas de visão e automação.

De acordo com dados do setor, o Brasil abateu 6,46 bilhões de frangos em 2024, um aumento de 2,7% em relação a 2023. Para este ano, a produção brasileira de carne de frango deve alcançar 14,2 milhões de toneladas. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) e a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o consumo per capita deve atingir 46,6 kg.

O especialista alerta que este é o momento ideal para reforçar a importância de adquirir produtos certificados, que tenham passado pelos processos de inspeção sanitária, codificação e rastreabilidade. Esses procedimentos garantem não apenas a segurança alimentar, mas também a transparência em toda a cadeia produtiva, do campo até o prato.

“A rastreabilidade permite identificar a origem do produto, o lote, o local de abate e até o transporte. Isso oferece confiança ao consumidor e assegura que as aves foram criadas e processadas dentro das normas de qualidade e bem-estar animal”, explica Gaio.

O avanço tecnológico na área de identificação e rastreabilidade industrial tem tornado o mercado mais seguro. Hoje, muitas empresas já utilizam códigos únicos e sistemas digitais que permitem acompanhar, em tempo real, todas as etapas da produção.

“É essencial verificar se o produto [ave] traz o selo de inspeção e informações legíveis sobre procedência e validade. Um gesto simples que garante segurança e responsabilidade no consumo”, reforça o especialista

Entre os equipamentos oferecidos pela empresa para esse controle está o Raio-X industrial, capaz de detectar corpos estranhos com menos de 1 milímetro. Com alta precisão, o equipamento pode ser utilizado por empresas de grande porte, especialmente aquelas que exportam e precisam atender às rigorosas exigências do mercado internacional.

“Além de identificar materiais metálicos, o Raio-X também detecta vidro, pedras, cerâmicas, plásticos densos e outros resíduos. Os equipamentos são instalados em pontos estratégicos da linha de produção — como no início do processo, após a desossa, e também no final da linha, antes ou depois da embalagem. Quando um contaminante é detectado, o sistema automaticamente rejeita o produto ‘não conforme’, garantindo que nenhum corpo estranho chegue até o consumidor final e preservando a integridade da marca e a confiança do mercado”, detalha Gaio.

Os detectores de metal da linha Soma Inspection Solution, braço da Soma focado em soluções avançadas para inspeção industrial, são outra opção para o controle de qualidade na produção de carnes de aves. Os equipamentos realizam inspeção minuciosa em toda a linha de produção e podem ser instalados antes ou após a embalagem dos alimentos. Eles identificam contaminantes significativos, como pregos, parafusos e pedaços de metal, e contam com sistemas de rejeição integrados, que descartam automaticamente itens que não atendem aos padrões. “Quando não identificados, esses fragmentos podem chegar à mesa do consumidor e provocar lesões físicas. Ossos duros e pontiagudos, por exemplo, podem causar asfixia, cortes na boca e até ferimentos internos”, alerta o especialista. “Com a tecnologia certa, o setor avícola consegue unir produtividade, segurança e credibilidade, pilares que sustentam a confiança do consumidor. Em um mercado cada vez mais exigente, investir em rastreabilidade e inspeção não é apenas uma questão de conformidade, mas de respeito a quem está do outro lado da mesa”, conclui.

O especialista ressalta ainda que, mais do que um diferencial competitivo, a utilização de tecnologias de inspeção e detecção de contaminantes é uma exigência legal e normativa. Normas e regulamentações, como a RDC nº 14/2014, atualizada pela RDC nº 632/2022 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), reforçam a obrigatoriedade de sistemas de controle e inspeção que assegurem a inocuidade dos alimentos.

“Além disso, certificações internacionais como BRCGS, IFS Food e FSSC 22000 também exigem que os fabricantes implementem sistemas de detecção e rejeição de contaminantes físicos, demonstrando o compromisso da indústria com a segurança alimentar e a conformidade regulatória”, reforça.

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