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S. Gonçalo está sob vigilância

Coordenador da Defesa Civil diz que problemas de inundações estão sendo resolvidos

relogio min de leitura | Redação 23 de junho de 2016 - 13:40
Jardim Catarina e Salgueiro são apontados como os bairros que mais têm inundações na cidade
Jardim Catarina e Salgueiro são apontados como os bairros que mais têm inundações na cidade -

Por Marcela Freitas

São Gonçalo é uma das três cidades do Estado do Rio com maiores prevalências para desastres naturais (inundações, alagamentos e deslizamentos) e tecnológicos (incêndios em aglomerações residenciais, colapso de edificações e desastres relacionados a transporte de produtos perigosos). Os dados foram apresentados, ontem, pela Secretaria de Defesa Civil do Estado do Rio de Janeiro (Sedec-RJ), que lançou o Mapa de Ameaças Múltiplas do Estado.

O município tem, atualmente, 15 áreas com risco de inundações: Itaúna, Jardim Catarina, Palmeiras, Colubandê, Tribobó, Itaoca, Luiz Caçador, Trindade, Novo México, Santa Izabel, Rio do Ouro, Pacheco, Vista Alegre, Fazenda dos Mineiros e Maria Paula. Entretanto, os bairros de Salgueiro e Jardim Catarina são os que requerem mais atenção. “Quando se tem uma maré alta, a água no Salgueiro demora, às vezes, uma semana para escoar. Assim como o Jardim Catarina, que tem inundações recorrentes. Nestes bairros tem pessoas vivendo praticamente dentro dos rios. Com a limpeza do Rio Alcântara, teremos menos interferência no escoamento das águas”, disse o secretário municipal de Segurança Pública e coordenador da Defesa Civil de São Gonçalo, coronel Adilson Alves de Souza.

Motivos – Segundo o coordenador, a questão dos alagamentos e inundações é referente aos vários rios que cortam o município e a falta de uma faixa de proteção marginal, que não foi estabelecida pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), e provocou o surgimento de casas na beira dos rios. Quanto ao risco tecnológico relacionado ao transporte de produtos perigosos, Adilson esclareceu que se deve ao município ser cortado por duas grandes rodovias (BR-101 e RJ-104). Entretanto, esses produtos não passam por dentro da cidade.

Os dados foram repassados ao Estado pela própria cidade. “Estas pesquisas foram feitas, no início do ano, baseadas em nossas solicitações. Coincidentemente, tivemos nos primeiros meses do ano, muita gente afetada por inundações e entramos nesta classificação. Temos em curso na cidade, o trabalho do Inea de desassoreamento do Rio Alcântara. A prefeitura multou a Petrobras (em R$ 170 milhões) pela infração na construção da Uhos, estrada que corta os bairros do Salgueiro e Jardim Catarina e que servia para abastecer o Comperj, em Itaboraí, e colabora para as enchentes nas regiões. Esse valor será aplicado em medidas compensatórias. Temos também os reassentamentos do “Minha Casa Minha Vida”, que estão priorizando as pessoas que vivem nestas áreas de inundações”, explicou.

Maricá - A Prefeitura de Maricá esclareceu que a Defesa Civil Municipal já formou 50 voluntários para realizarem os primeiros atendimentos emergenciais nos bairros onde moram, além da capacitação de agentes municipais em parceria com a Defesa Civil estadual para atuar nas enchentes e deslizamentos. A Prefeitura acrescenta que o Mapa auxiliará para minimizar possíveis desastres e que as regiões com maior atenção são Itaipuaçu, Inoã, Bambuí, São José do Imbassaí e Centro.

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