Alunos pedem escola de volta
Colégio Tarcísio Bueno está desativado, há dez meses, e não há previsão de ser reaberto

Por Marcela Freitas
Alunos do Colégio Estadual Tarcísio Bueno, no Paraíso, em São Gonçalo, realizaram, na manhã de ontem, um ato em repúdio ao abandono da unidade escolar. Em agosto do ano passado, parte do telhado caiu. Desde então, os alunos foram remanejados: 337 estudantes do ensino fundamental foram para o Ciep 236 (Djair Cabral Malheiros), em Porto Novo, e 335 do ensino médio para o Ciep 237 (Wladimir Herzog), no mesmo bairro, com a promessa de retorno à antiga escola em um ano. Passados 10 meses, as obras ainda não foram iniciadas.
Diretor do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe), Herlon Siqueira, acompanhou o movimento dos alunos e adiantou que o Sepe estará a frente do diálogo entre estudantes e a Diretoria Regional Metropolitana II. “Na próxima terça-feira, faremos uma reunião com a metropolitana, alunos e professores em buscas de solução. O Sepe acompanha de perto o abandono do colégio. Esses alunos estão disputando espaço com outros que já estavam. Além disso é inseguro. Sempre que há confronto nos morros ao redor da escola, os alunos são postos em risco”, disse. O colégio completa 50 anos no próximo ano e a promessa feita aos estudantes era de que a escola seria devolvida antes do seu cinquentenário. “Estamos aguardando as obras. A promessa é que, em fevereiro de 2017, já iniciaríamos nosso ano letivo na escola. Mas o que vemos é a escola se deteriorando ainda mais”, reclamou a estudante Natascha Aparecida, de 16 anos, aluna do 2º ano do Ensino Médio. Segundo a estudante Lislaine Rodrigues, 18, aluna do 9º ano do Ensino Fundamental, os alunos farão nova manifestação se os problemas não forem resolvidos.
“Não podemos nos calar diante de tanto descaso. A Metropolitana nos prometeu uma resposta em cinco dias e vamos esperar. Nossa escola está entregue aos ratos. Era uma escola excelente e vamos brigar por educação sempre”, afirmou. A assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Educação informou que houve a necessidade de interdição provisória do prédio.