O drama e a dor de Seu José
Aposentado precisa carregar filha no colo, todo mês, para que ela receba pensão

Pai de dois filhos com necessidades especiais, o aposentado José Carlos Rodrigues de Menezes, de 79 anos, vive uma verdadeira ‘via crúcis’, todos os meses, quando precisa levar a filha Deisemar Rodrigues de Menezes, 51, para receber seu benefício em uma agência bancária. A solução para o problema seria uma procuração, mas o idoso não tem condições de pagar por ela e, por isso, pede ajuda.
Deisemar foi acometida, há 16 anos, por um Acidente Vascular Cerebral (AVC) e, desde então, perdeu o controle sobre os movimentos do corpo. Mas este não é o único problema enfrentado por ele. Deisemar, que teve parte da musculatura atrofiada, precisa ser carregada nas costas pelo pai, que com idade avançada, tem tido muitas dificuldades para sair com a filha. Uma solução para minimizar o problema seria fazer a procuração, que dá a ele o direito de fazer as movimentações bancárias. Ele, no entanto, não tem condições de arcar com os custos, já que o documento custa R$300. O idoso recebe um salário mínimo e paga aluguel de R$ 380. O dinheiro da filha, que é orientada, é utilizado para comprar fraldas e medicamentos. E é a própria Deisemar que administra. “Pago aluguel e as contas de casa com o que ganho e não sobra nada. Para quem é pobre, tirar R$ 300 do orçamento é muito. Todos os meses, gasto cerca de R$ 40 de táxi para levá-la ao banco. Se pudesse poupar esse dinheiro seria muito bom”.
Seu Zé, que ficou viúvo há 15 anos, teve seis filhos. Três deles já faleceram e hoje ele vive com Deisemar e um filho adotivo, que tem problemas neurológicos. “Minha esposa morreu um pouco depois da Deisemar sofrer o AVC. Vivo para cuidar desses dois filhos. Meu filho caçula é casado e não vive conosco. Hoje, faço de tudo para me manter bem, mas confesso que têm dias difíceis. Meu maior medo é partir e deixá-los”, afirmou. Quem puder ajudar, pode entrar em contato pelos telefones 3119-2828 ou 96813-0184.