O perigo que vem do lado
Pontos com risco de deslizamentos na Rodovia Amaral Peixoto preocupam motoristas

“Uma tragédia anunciada” é o que garante o aposentado Hamilton Oliveira, 72 anos, sobre a situação da RJ 106, após pedras com mais de uma tonelada se desprenderem na altura do bairro Sete Pontes.
Segundo Hamilton, após as fortes chuvas que castigaram São Gonçalo no dia 23 de março, muitas pedras rolaram, caindo sobre o acostamento da via. Passado quase dois meses do incidente, as pedras continuam no mesmo local e nada foi feito para conter novos deslizamentos. “Eu moro no Arrastão e passo aqui com frequência. Tenho bastante medo porque é um local inseguro. Com essa frente fria pode haver novas chuvas e o risco é grande. Neste deslizamento das pedras os motoristas tiveram sorte, mas quem garante que da próxima vez será do mesmo jeito”, afirmou. Para a recepcionista Ana Luiza Mendonça, 33 anos, só o fato das pedras não serem retiradas do local já oferece risco. “As pedras estão na curva. Aqui é comum acontecerem acidentes. Após esse incidente vieram algumas pessoas aqui avaliar a situação, mas não foi feito nada”, contou.
Não é apenas a encosta da região de Sete Pontes que representa problemas aos motoristas. Um dos pontos que tem contantes deslizamentos de terra e o trecho do da Rodovia Amaral Peixoto (RJ-104) situado no quilômetro zero, na subida da Caixa D’água, no Caramujo, em Niterói. No local, sempre que chove mais forte, a terra e vegetais costumam invadir a pista e obstruir a passagem dos motoristas.
Segundo levantamentos do Batalhão de Polícia Rodoviária Estadual da PM (BPRV), pelo menos 80 mil veículos circulam pela Rodovia Amaral diariamente. por ser um dos principais acessos ao litoral fluminense e à Região Serrana, a estrada não é utilizada não apenas por motoristas de Niterói e SG, mas também de outras cidades da Região Metropolitana. Um repórter do jornal O SÃO GONÇALO encaminhou uma solicitação ao Departamento de Estadas e Rodagem para saber que providências serão tomadas sobre o problema em Sete Pontes, nas até o fechamento desta edição, o órgão não havia se pronunciado.