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Colubandê precisa ser limpo

Rio, na altura da Rua Aida de Souza Farias, está bloqueado com muito lixo

relogio min de leitura | Redação 28 de abril de 2016 - 23:22
Geilson Marques disse que já procurou diversos órgãos para pedir a limpeza e não teve resposta
Geilson Marques disse que já procurou diversos órgãos para pedir a limpeza e não teve resposta -

Por Thiago Soares

Considerado um vilão pelos moradores do Colubandê pelas constantes enchentes, o rio que leva o mesmo nome do bairro se transformou, novamente, em uma ameaça. Com uma enorme quantidade de lixo, a passagem da água está bloqueada, na altura da Rua Aida de Souza Farias, abrindo a possibilidade de novos casos de alagamentos. Outra preocupação é a concentração de água parada, que pode resultar em criadouros do mosquito Aedes aegypti.

Depois de transbordar após as chuvas que atingiram o município de São Gonçalo, em março, e deixar os bairros do Colubandê e Almerinda submersos, moradores dos bairros temem qualquer transformação no clima. Empregado de uma empresa próxima ao rio, Geilson Marques dos Reis, de 47 anos, relata que já entrou em contato com diversos órgãos públicos para que seja feita a limpeza do rio. “Já liguei para diversos órgãos. Nada é feito. Uma única vez, depois do alagamento, um pessoal do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) apareceu aqui, olhou e nada fez”, disse. Outro morador do bairro, o vendedor Rodrigo Cardoso, 54, afirma que a coleta de lixo é feita apenas na parte da rua onde existe mais residências. Por isso, muitas pessoas jogam seus detritos na água. “Aqui no início são poucas residências. A coleta de lixo é feita mais para frente. Sendo assim, muitas pessoas jogam todo o lixo no rio. Não só moradores, mas também quem passa andando na via. De toda forma, o Inea não faz nada aqui faz tempo”, afirmou. Além do medo de ter novamente o bairro alagado, o possível criadouro de mosquitos causadores da dengue também é temido pelos moradores. Pai de dois filhos que já sofreram com a doença, o pedreiro Paulo Fernandes da Rocha, 47, alerta para a quantidade de garrafas pet que estão dentro do rio. “Todos os dias, a população é alertada para cuidar de sua casa para não deixar o mosquito nascer, mas o próprio governo não faz a parte dele. Este valão já provocou grandes problemas porque estava sujo. Mesmo depois disso, nada fizeram”, desabafou.

Rio Alcântara - Durante o dia de ontem, equipes do Inea realizavam a limpeza do Rio Alcântara, no bairro de mesmo nome. O rio também transbordou em março, após as fortes chuvas que atingiram o município. A assessoria de imprensa do Inea foi procurada, mas não deu retorno até o fechamento desta edição.

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