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Cedae na berlinda em SG

Moradores reclamam da falta de água em vários bairros, além da piora na qualidade do serviço

relogio min de leitura | Redação 19 de abril de 2016 - 23:37
Seu Genival, 72, disse que o serviço de abastecimento da Cedae vem piorando ao longo do tempo
Seu Genival, 72, disse que o serviço de abastecimento da Cedae vem piorando ao longo do tempo -

A privatização da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) vem sendo especulada pelo governo do estado. A medida traria “refresco” aos cofres públicos, o que contribuiria para o estado sair da crise econômica. Segundo líderes do governo, apesar de não haver consenso sobre a medida, esta tem sido vista como a possibilidade mais favorável de sanar as dívidas públicas. Desde julho do ano passado, esse assunto vem sendo discutido e tem como principal apoiador o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Jorge Picciani (PMDB). A expectativa é que em 2017 esse estudo saia do papel.

Além do reforço aos cofres públicos, muitos gonçalenses, esperam que a medida traga melhorias aos serviço de abastecimento de água e tratamento de esgoto prestados pela empresa. Diariamente OSG vem relatando problemas crônicos de falta de água na cidade.

Na manhã de ontem, as queixas se repetiam na Rua Paranavaí, no Boa Vista. Morador do bairro há 40 anos, o aposentado Genival Albino da Silva, 72 anos, disse que o serviço vem piorando ao longo dos anos.

“Aqui a água caía três vezes por semana e, ao longo dos anos, foi diminuindo a freqüência e a pressão da água. Tem semanas que nem cai água. Eu tive que comprar uma pipa d’água por R$ 160 há três semanas, mesmo pagando minhas contas em dia. Além da falta de água, muitas vezes ela vem contaminada. Quando ligamos para a Cedae, eles vem aqui colhem o material, mas nunca voltam para dizer o resultado”, afirmou.

Filha de seu Genival, a comerciante Verônica Batista, 39, disse que há duas semanas sofreu uma infecção intestinal, depois de consumir a água. “Após beber a água e consumir alimentos na casa do meu pai, me senti mal. Tive dores abdominais, diarréia e vômito. Minha mãe também passou mal”, relembrou.

Morador da mesma via o pedreiro Salvador França, 66, disse que a água perdeu a pressão e não chega mais as caixas d’água. “Fizeram uma obra numa rua próxima e toda canalização que abastece essa via passou a vir da Joaquim Oliveira. Com isso, a água perdeu pressão e, quando cai ainda temos que disputar com moradores que moram na parte mais alta que ligam as bombas. O resultado é a falta de água constante”, ressaltou.

Em nota o Governo do Estado disse que acredita na eficiência e competência da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae), assim como de seus técnicos e funcionários, e não considera, no momento, modificar o status societário da empresa.

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