Moradores de Santo Antônio convivem com ‘mar de esgoto’

Vítimas do abandono, moradores da Rua Brígida Moreira, em Santo Antônio, Itaboraí, convivem com um esgoto a céu aberto há quase um mês. De acordo com a população, o problema ocorreu após as chuvas que atingiram a região no final de março, que causaram o transbordo de um valão assoreado, destruindo as manilhas, que eram finas para sustentar o volume da água.
Escorrendo pelo meio da rua, o esgoto impede que os motoristas passem de carro, além de colocar em risco moradores e crianças de uma escola que fica localizada a 200 metros do transbordo. Inconformados com a situação, eles já pediram intervenção da prefeitura, que até hoje não deu resposta.
“Colocaram uma manilha fina demais para sustentar o volume de águas. Além disso, nem toda rua tem saneamento básico, então temos um valão a céu aberto que passa pelo canto da via que está completamente assoreado, que acabou entupindo e prejudicando a tubulação que passa pelo meio da via”, contou o vigilante Ubiratan Ferreira, de 53 anos.
Ainda segundo os moradores, no último final de semana um motoqueiro foi passar pelo local no período da noite e acabou caindo ao esbarrar no buraco que se formou por causa do esgoto. “Isso aqui é um perigo. Os moradores não conseguem mais passar de carro e correm diariamente o risco de caírem nesse buraco”, explicou a aposentada Selma Ferreira, 56. O risco de adquirirem uma doença por causa do esgoto também é algo que apavora os moradores do local. De acordo com eles, o esgoto a céu aberto tem atraído mosquitos e ratos.
“Meu neto tem bronquite e só está podendo sair de casa para ir para à escola. Além disso, tem aparecido muitos ratos e mosquitos na nossa casa, o que é um absurdo, já que eles pedem para tomarmos cuidados e nos prevenirmos e eles mesmos não resolvem o problema”, disse a auxiliar de serviços gerais Selma da Silva, 50.
A assessoria da Prefeitura informou que a rede de esgoto é de responsabilidade da Cedae, que vai encaminhar as reclamações para a concessionária, mas que não há como dar prazo para início ou conclusão de obra que não é de sua responsabilidade. Mas prometeu enviar um técnico da Secretaria de Serviços Públicos, ainda esta semana até o local, para avaliar que providência emergencial pode ser tomada.