Instagram Facebook Twitter Whatsapp
Dólar R$ 4,9892 | Euro R$ 5,4003
Search

Vem chegando o verão e médicos alertam para riscos do mergulho em águas rasas

A estimativa é de que, durante o verão, cerca de dez pessoas ficam paraplégicas ou tetraplégicas a cada semana no Brasil por esse motivo

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 20 de dezembro de 2023 - 10:26
Neurocirurgião João Thiago Frossard
Neurocirurgião João Thiago Frossard -

Com a chegada do verão – no próximo dia 22 --, férias escolares e festas de fim de ano as cidades da Região dos Lagos recebem mais de um milhão de turistas nesta época do ano. Os visitantes são atraídos pela boa culinária e, principalmente, pelas belas praias e lagoas. Sem conhecer as regiões, eles mergulham de cabeça nas aventuras, mas isso pode terminar em um leito de hospital.

O médico neurocirurgião João Thiago Frossard, que atua no Hospital Estadual Roberto Chabo, em Araruama – unidade de referência no atendimento de alta complexidade para nove municípios da Região dos Lagos, alerta para que a população, especialmente os banhistas que estão no litoral, tomem cuidado com locais de águas rasas a fim de evitar acidentes.

"Nunca se deve mergulhar de cabeça em locais desconhecidos, especialmente em águas turvas e após ingerir bebidas alcóolicas. Um mergulho em águas rasas podem causas lesões sérias na medula cervical. Além do risco de vida, essas lesões podem resultar em uma paralisia permanente dos braços e pernas. É preciso tomar precauções para prevenir esses acidentes, pois mesmo com todo o tratamento, os danos podem ser irreversíveis", alertou o especialista.


Leia mais: 

Após desocupar área, comerciantes da Feira de Petrópolis, em Niterói, falam sobre os novos desafios

São Gonçalo abre espaço para comerciantes no Centro de Tradições Nordestinas


Acidentes como esse são a segunda causa de lesões medulares no verão, de acordo com a Sociedade Brasileira de Coluna (SBC). A estimativa é de que, durante o verão, cerca de dez pessoas ficam paraplégicas ou tetraplégicas a cada semana no Brasil por esse motivo. Em 90% desses episódios, as vítimas são homens de 10 a 25 anos.

No ano passado, o Hospital Estadual Roberto Chabo atendeu 118 pacientes vítimas de afogamento e por mergulho em águas rasas. Um dos casos que chamou a atenção foi de um homem de 30 anos que ficou tetraplégico. Em visitava a cidade de Arraial do Cabo, ele e amigos decidiram mergulhar na tradicional lagoa da região, mas a água estava rasa.

O homem bateu violentamente a cabeça e foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros. Levado a uma unidade de saúde da região, foi estabilizado e em seguida transferido para o Roberto Chabo, onde fez tomografia computadoriza que identificou grave lesão na coluna. “Casos como este podem ser evitados. As pessoas devem ter prudência ao mergulhar em uma região que não conhece. A imprudência pode custar a vida ou gerar graves sequelas”, alerta novamente o médico João Thiago.

Ampliação – O Hospital Estadual Roberto Chabo, referência no atendimento de alta complexidade para nove municípios da Região dos Lagos -- Araruama, Búzios, Arraial do Cabo, Cabo Frio, Casemiro de Abreu, Iguaba Grande, Rio das Ostras, São Pedro D’Aldeia e Saquarema – ganha no início do próximo ano um Centro de Trauma e mais leitos de CTI.

O diretor da unidade, Mário Jorge Espinhara, adianta que o Centro de Trauma terá quatro leitos de estabilização, com toda infraestrutura para atender paciente de alta gravidade, e o CTI passará de nove para 16 leitos. "Estamos ampliando o hospital, uma unidade muito importante no atendimento de média e alta complexidade na Região dos Lagos. As obras seguem dentro do cronograma e queremos abrir os novos espaços em janeiro, estação do verão, quando o número de atendimento mais que dobra. O investimento nessas obras vai evitar a transferência de muitos pacientes politraumatizados".

Paralelamente, o hospital também está recebendo obras de manutenção corretiva e preventiva em toda a sua estrutura e ainda climatização em todas as enfermarias. Neste momento, o hospital está fazendo o reforço de carga na amperagem da unidade para que a rede suporte a instalação dos novos equipamentos de refrigeração. Os serviços estão acontecendo sem haver qualquer tipo de paralisação no atendimento aos pacientes.

Matérias Relacionadas