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Crime organizado teve prejuízo de 13 bilhões com políticas de segurança, diz Governo

De acordo com Castro, governador do RJ, cerca de R$ 253 milhões foram recuperados pelo Gabinete de Recuperação de Ativos da Polícia Civil em um ano

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 02 de dezembro de 2023 - 16:45
Governador Cláudio Castro
Governador Cláudio Castro -

O Departamento Geral de Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro da Polícia Civil (DGCOR-LD), bloqueou, neste sábado (02), mais de 13 bilhões em bens e valores das organizações criminosas do Rio.

De acordo com a administração estadual, realizada de novembro de 2022 a novembro de 2023, cerca de R$ 253 milhões foram recuperados pelo Gabinete de Recuperação de Ativos (GRA). O dinheiro que foi retirado das organizações criminosos retornará ao governo estadual para investimento na aquisição de novas viaturas, tecnologia, remuneração de policiais e outros serviços.

“Estamos conseguindo quebrar essa cadeia econômica e financeira de movimentação das facções criminosas. O trabalho integrado com o Ministério da Justiça vai reforçar os resultados investigativos da Polícia Civil. Por isso, o Departamento Geral de Combate à Corrupção está sendo transferido para o prédio da Agência Central de Inteligência, onde receberá o Comitê de Inteligência Financeira e Recuperação de Ativos, o Cifra. Em uma área de 1.200 metros quadrados, os agentes terão todas as ferramentas necessárias para realizarem seu trabalho “, declarou o governador Cláudio Castro.


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Segundo o Governo Estadual, neste último ano, foram recuperados 478 ativos, dentre eles imóveis, fundos, criptomoedas e outros bens. Apenas em imóveis, R$ 30 milhões foram captados, já em embarcações, R$ 10 milhões. O Delegado Gustavo Ribeiro, DGCOR, relatou que descapitalizar organizações criminosas é uma iniciativa decisiva para reduzir seu potencial e desmantelá-las.

“Se eu tiro os ativos desses criminosos, além de inviabilizar a retroalimentação do crime, ou seja, que esse dinheiro volte a ser investido em armas, drogas, e em mais maneiras de coagir a população, ainda invisto mais na polícia, que combate esses grupos. Desonerando as contas públicas o contribuinte paga menos imposto e tem uma segurança mais efetiva”, explicou o delegado.

Por fim, Gustavo relatou que os recursos recuperados possibilitaram a contratação de grandes empresas multinacionais de tecnologia, e de softwares de análise, que, assim, podem facilitar o trabalho do Laboratório e as delegacias do departamento de lavagem de dinheiro.

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