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Paraty sofre com falta de energia no segundo dia da Flip

Evento prosseguiu a programação com o centro histórico parcialmente iluminado por geradores

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 24 de novembro de 2023 - 12:32
Imagem ilustrativa da imagem Paraty sofre com falta de energia no segundo dia da Flip

Nem mesmo a falta de luz e a chuva constante foram suficientes para parar a programação do segundo dia da Festa Literária Internacional de Paraty, a Flip, nessa quinta-feira (23). 

A festa fervilhava durante o dia inteiro até que a queda da energia aconteceu por volta das 19h e todo o centro histórico ficou no breu.

Nas casas literárias, os visitantes aguardavam mesmo no escuro, na esperança de que a energia retornasse por volta das 21h, o que só foi acontecer, de fato, às 23h.

Imagem ilustrativa da imagem Paraty sofre com falta de energia no segundo dia da Flip
 

Previsto para as 19h, o sarau do Corujão da Poesia, do assessor cultural João Luiz de Souza, foi realizado na Casa da Utopia, com baixa iluminação, com a tradicional 'libertação de livros'.

Parcialmente iluminado por geradores, a programação oficial do evento continuou, com as mesas de debate e sessões de autógrafo. 

Entre elas, a mesa de debate com representantes da literatura indígena, como a escritora e professora Eliane Potiguara. 

Aos 73 anos, ela discursou sobre a importância da literatura para dar voz às diferentes comunidades originárias e contou um pouco sobre sua trajetória na escrita.

"Chegamos a um tempo em que mais e mais pessoas estão querendo buscar suas raízes, sua ancestralidade. E o mundo precisa disso. De respeito, amor e conexão consigo mesmo. Eu escrevo por isso, sempre em busca dessa conexão", contou, na mesa mediada pelo escritor e ambientalista Kaká Werás, no auditório Areal.

Autora de 9 livros, entre eles o considerado clássico da literatura indígena, 'Metade cara, metade máscara', Eliane Potiguara contou que sua trajetória na escrita iniciou ainda menina, quando escrevia as cartas para a avó e as tias-avós, que eram analfabetas. Alfabetizada aos 6 anos, ela que teve problemas na fala (começou a falar apenas aos 10), diz ter sido 'salva' pela escrita. Desde então, nunca mais parou de escrever. 

No mesmo espaço, ainda no centro histórico, destaque para as apresentações ao ar livre que não se intimidaram com a chuva, como as de forró e a de grupos de matriz africana. Com os pés descalços sobre a terra enlameada, dançaram e cantaram sob a chuva e foram ovacionados. 

Na Livraria da Flip, iluminada à base de geradores, acontecia a sessão de autógrafos da sulista Angélica Freitas, autora de 'Um útero é do tamanho de um punho'. 

Na Praça da Matriz, onde estão localizadas stands de artesanato e de algumas editoras, entre elas as da região metropolitana, as vendas foram encerradas pouco antes do retorno da energia, por volta das 23h. 

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