SG tem casos suspeitos de H1N1

Por Marcela Freitas
São Gonçalo já registrou 16 casos suspeitos de gripe H1N1 apenas este ano. O secretário de Saúde do município, Dimas Gadelha, pediu a direção das unidades de emergências da cidade para redobrar a atenção aos pacientes com sintomas da doença, enquanto os resultados dos exames não ficam prontos.
De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde já foram registrados sete casos da doença, com duas mortes confirmadas da no Estado do Rio. Segundo a Superintendência de Vigilância Epidemiológica e Ambiental da Secretaria de Estado de Saúde, foram registrados 12 casos da doença confirmados por exames laboratoriais, sendo sete óbitos, em 2016. Ano passado não houve registro de casos da doença no Rio.
O sinal de alerta fez com que o Ministério da Saúde antecipasse a vacinação para o dia 30 de abril. Normalmente, a imunização acontece a partir de junho, quando se aproxima a chegada do inverno, período em que ocorre maior transmissão do vírus.
De acordo com o médico Roberto Lobosco, diretor do Pronto Socorro de Alcântara, para evitar a contaminação da doença é preciso manter regras de higiene, como cobrir a boca com um lenço ou com as mãos ao espirrar ou tossir, lavar as mãos com bastante frequência, evitar contato físico com quem esteja com suspeita da doença, além de evitar longa permanência em ambientes fechados e com grande aglomeração de pessoas.
“A doença este ano chegou antes do esperado. É preciso evitar o contato com as secreções dos infectados. Isso vai desde um beijo no rosto até um aperto de mão. Sempre que é identificado um caso suspeito esse paciente é colocado em isolamento e há todo um protocolo, inclusive da equipe médica para tratá-lo de maneira segura”, explicou.
Ainda segundo o médico, alguns sinais diferenciam a H1N1 de uma gripe comum. “O paciente sofre com uma crise respiratória aguda, febre acima de 39 graus e tosse por mais de 10 dias”, disse. “O vírus é mutante essa vacinação contra a gripe está incluída a imunização H1N1”, completou.