Mãe continua internada e não vai ao enterro do filho

Por Renata Sena
As travessuras, o sonho de pilotar aviões e o sorriso constante no rosto do pequeno Guilherme Azevedo Costa, 4 anos, foram lembrados, ontem, durante o seu sepultamento no Cemitério Parque da Paz, no Pacheco, em São Gonçalo. O garoto teve a vida interrompida na noite de segunda-feira, depois de ser atropelado, junto com a mãe, por uma motocicleta roubada, na Rodovia Amaral Peixoto (RJ-106), na altura do Rio do Ouro, em São Gonçalo.
A mãe do menino, Luciane Mendonça Azevedo, de 32 anos, que se feriu gravemente no acidente, permanece internada e não pôde comparecer ao enterro do único filho.
“Essa criança foi um milagre de Deus. A Luciane passou por uma doença grave e mesmo assim engravidou e o Guilherme veio cheio de saúde, contrariando a medicina”, contou um fiel da igreja que Luciane frequenta.
O pai do menino, o manobrista Leandro de Souza, de 32 anos, pediu ajuda para a cidade em que vive. “Eu estou em paz, não tenho raiva nem rancor. Só espero que a justiça seja feita e que ele cumpra o que fez com uma criança. Peço a Deus que toque nos nossos governantes para que eles olhem mais por São Gonçalo”, desabafou o pai, próximo ao túmulo, logo após enterrar o filho.
Aluno da mesma escola há dois anos, as professoras e funcionárias, que conviviam com Guilherme, acompanharam o cortejo fúnebre e lamentaram a perda. “Ele era levado, mas muito carinhoso e espontâneo. Onde chegava fazia as pessoas mais felizes”, relembrou uma das professoras da criança.
Prisão - O jovem, de 22 anos, que atropelou Guilherme, estava com uma motocicleta roubada e foi preso em flagrante pelo crime de receptação. O caso foi registrado na 74ªDP (Alcântara).