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Paixão de Cristo: Artistas contam a emoção de representar a história bíblica

relogio min de leitura | Redação 25 de março de 2016 - 20:41
Além dos atores que trabalham diretamente no espetáculo, há muitos outros profissionais - cerca de 90 - para que a peça seja reproduzida exemplarmente.
Além dos atores que trabalham diretamente no espetáculo, há muitos outros profissionais - cerca de 90 - para que a peça seja reproduzida exemplarmente. -

Paixão de Cristo

Artistas contam a emoção de representar a história bíblica

>> Além dos atores que trabalham diretamente no espetáculo, há muitos outros profissionais – cerca de 90 – para que a peça seja reproduzida exemplarmente

Realizada desde o ano 2000, a tradicional encenação do Auto da Paixão de Cristo, em São Gonçalo, promete reunir, amanhã, cerca de 10 mil espectadores nas escadarias da Igreja Matriz, no Zé Garoto. Mais do que uma simples apresentação teatral, o ato, carregado de simbologias, tem representado grande importância tanto para a cultura do município, quanto para as dezenas de atores que buscam experiências agregadoras na carreira.

“A expectativa para o espetáculo é sempre a melhor. Por mais que se trate de uma obra histórica e milenar, a gente tenta traçar um paralelo com o contemporâneo para fazer o espectador refletir. A gente considera importante inserir uma crítica social para reforçar a ideia da vida de Jesus, que foi revolucionar a humanidade”, explica o diretor artístico da peça, Ivan de Oliveira, de 40 anos, que interpreta o sacerdote “Caifáz”, presidente do julgamento de Cristo. Na pele do “Salvador” de Jerusalém pelo sétimo ano, o ator Valério Bandeiras, de 35 anos, acredita que, acima da técnica de interpretar, o elenco precisa se deixar levar pela emoção que a obra exige. Para o profissional, embora já esteja acostumado com o papel, a cada ano é como se fosse único.

“Apesar de ser um espetáculo bastante técnico, com a questão de posicionamento de corpo e iluminação, nós (atores) precisamos sentir a emoção da cena. Essa emoção tem que transpassar nosso trabalho para conseguirmos fazer bem feito. É importante deixarmos essa mensagem de conscientização, independente da religião do espectador”, conta Valério. São necessárias cerca de 90 pessoas - entre atores, produção técnica, direção e apoio - para fazer a magia acontecer nas escadarias da Igreja Matriz na noite de Páscoa. Mas, neste ano, uma novidade foi introduzida pela Fundação de Artes de São Gonçalo (Fasg), realizadora do evento, para renovar os rostos em cena. Uma seleção de atores da cidade foi feita para dar oportunidade de novos talentos se destacarem no espetáculo.

Como é o caso do ator Marcos Sales, de 39 anos, que já chega à produção para dar vida ao sacerdote Governador Pôncio Pilatos, um dos papéis mais importantes da história. Segundo o artista, o fator externo a céu aberto é favorável, porém desafiador tratando-se de uma peça fortemente emocional.

“Embora todo mundo já saiba que a história tem um início, um meio e um fim já pré-determinados, é impossível não se emocionar com cada cena. A ansiedade está a mil, mas a expectativa é das melhores”, afirma Marcos.

A estudante Gabrielly Moreira, de 15 anos, também foi uma das aprovadas na seleção para participar da obra. Moradora do Boa Vista, em São Gonçalo, a adolescente interpretará uma camponesa do povo de Jerusalém e acredita que a peça será uma excelente oportunidade de se inserir de vez na faceta do teatro.

“Essa é a segunda vez que eu participo da Paixão de Cristo. Acredito que seja uma das maiores experiências e conhecimentos da minha vida. Quero aprender com o elenco e com o público para seguir minha carreira no teatro”, projeta Gabrielly.

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