Protesto mobiliza Educação

Por Thiago Soares
Alunos, professores e profissionais terceirizados da rede estadual de ensino se uniram e realizaram uma manifestação, no início da tarde de ontem, em São Gonçalo. Entre as principais reivindicações do grupo, está a regularização do pagamento dos professores e terceirizados e a volta da distribuição de merenda em instituições da rede. A rede estadual está em greve desde o último dia 2.
Estudantes de diversas escolas estaduais, entre elas, o Colégio Estadual Pandiá Calógeras, o Instituto de Educação Clélia Nanci, o Colégio Estadual Nilo Peçanha e a Faculdade de Formação de Professores (FFP), foram as ruas em defesa dos professores e também contra a precariedade que toma conta das escolas estaduais.“Nós estamos na rua porque o governo está sucateando as organizações. Os professores precisam receber. Nós da FFP precisamos comer, nosso bandejão nunca passa de projeto. Está tudo errado”, disse Izabelle Machado, 20, aluna de história da FFP. Outro aluno que aderiu o ato, Luiz Carlos Silva, de 17 anos, relatou que muitas escolas, onde tem amigos, estão sem merenda e até telefone.“A maioria das pessoas que estão aqui não tem o que comer na escola. Muitas instituições nem telefone tem. Por isso estou aqui, nossa escola não pode virar sucata”, desabafou. De acordo com o professor de história Rodrigo Bezerra, 41 anos, cerca de 80% dos professores da região aderiram a greve iniciada neste mês. Segundo ele, uma assembléia está marcada para hoje, onde será definido o rumo da greve.
Entoando músicas de ordem, os manifestantes saíram da Praça Zé Garoto por volta das 13h40 e foram caminhando até a Praça Doutor Luiz Palmier, no Centro. Aproximadamente 400 pessoas participaram do ato.