Paciente em hospital de Itaboraí perde capacidade de ficar de pé enquanto aguarda cirurgia
Internada há um mês, mulher sofre enquanto espera transferência, ainda sem previsão

O último mês já teria sido doloroso de qualquer forma para Beatriz Mineiro, paciente do Hospital Estadual Prefeito João Batista Caffaro, em Manilha, Itaboraí. Internada desde o último dia 28 de abril, a mulher viu seu quadro de hérnia de disco se agravar em uma velocidade inesperada e já sequer consegue se sustentar de pé por conta do problema, além de lidar com a dor de fortes espasmos todos os dias. Pior do que isso, porém, é passar por isso sem ter qualquer previsão de uma solução.
A paciente, de 50 anos, precisa passar por uma cirurgia para a resolução do problema. Apesar disso, ela e a família não têm tido retorno da Secretaria de Saúde quanto a data prevista ou mesmo o local onde o procedimento está previsto para acontecer. "Não temos um local específico, pois o hospital aqui não nos fala nada", conta o marido da paciente, Sérgio de Souza.
Beatriz já enfrentava um quadro de dores na coluna há algum tempo e, por conta disso, fez vários exames. Ela já tinha alguns diagnósticos, como da fibromialgia, antes de começar, em dezembro do ano passado, a sentir dores ainda mais fortes. O problema começou a dificultar sua capacidade de locomoção e causar dormências preocupantes abaixo da cintura.
Foi nesta época em que ela passou por um exame no Hospital Estadual Alberto Torres (Heat), no Colubandê. "Ela fez a ressonância no Alberto Torres e deu que ela tem que operar uma hérnia de disco. Ela está com uma espinha que está comprimindo a coluna vertebral. Só que ela está na espera, e essa espera está bem complicada", desabafa o esposo.
A família chegou a entrar na Defensoria Pública, para pedir uma posição, mas ainda aguarda uma resolução. "Essa espera que deixa a gente, a família, agoniados. A cada dia ela sente mais dor nas pernas. Aparentemente, ela está bem. Mas as pernas estão muito mal, ela já não está conseguindo nem mais andar. Antes ela ficava até em pé, hoje nem isso mais", conta Sérgio.
Procurada, a Secretaria de Saúde do Estado disse que a direção do hospital em Manilha não realiza este tipo de procedimento. "A paciente está inserida no sistema de regulação do estado para unidade de referência (Hospital Pedro Ernesto) e aguarda a vaga", declarou, em nota.