Sujeira nas ruas do Centro de Niterói gera reclamações
Lixo espalhado e presença de urina e fezes causam transtornos a quem circula pelo Centro

Comerciantes, moradores e transeuntes têm reclamado sobre o acúmulo de lixo e da sujeira causada por urina e fezes nas calçadas do Centro da cidade de Niterói. Até mesmo nas vias principais, como a Avenida Ernani do Amaral Peixoto, é possível se incomodar com o mau cheiro e com a presença de focos de sujeira.
Segundo o relato de alguns cidadãos niteroienses, o mau cheiro tem sido presença constante nas calçadas do bairro e o problema pode ter relação com o aumento do número de pessoas em situação de rua na região, que, sem ter acesso a boas condições sanitárias, acabam utilizando as ruas para fazer as suas necessidades fisiológicas.
"Hoje precisei andar pelo centro de Niterói e fiquei impressionado com a sujeira das ruas. Qual a explicação? Para piorar a situação, o cheiro de urina e fezes encontra-se em todo lugar", desabafou um internauta em uma rede social. "A Amaral Peixoto virou latrina. As ruas do centro [estão] esburacadas, com fezes humanas e os garis fingem que varrem, porque a sujeira permanece mês após mês", disse outro usuário de uma rede social.
Segundo a Prefeitura de Niterói, na área do centro da cidade são realizados serviços de varrição, capina, coleta de resíduos, coleta domiciliar e lavagem diária das calçadas, inclusive da Amaral Peixoto. De acordo com a Companhia de Limpeza de Niterói (Clin), todos estes serviços acima citados são realizados diuturnamente, nos sete dias da semana.

"A Clin informa que não há registro de aumento de reclamações nesta área e as queixas feitas pelos contribuintes são prontamente atendidas pela empresa", afirmou.
A gestão municipal também informou que Secretaria Municipal de Assistência Social e Economia Solidária realiza, rotineiramente, ações de abordagem social especializada pelas ruas do Centro e em outros bairros da cidade. As equipes, compostas por assistentes sociais e técnicos, vão aos locais de maior concentração de pessoas em situação de rua com o objetivo de oferecer acolhida e os serviços socioassistenciais.
Segundo a secretaria, a atuação acontece de forma ininterrupta nas ações de abordagem social especializada com rondas preventivas, e os técnicos da abordagem social fazem o cadastro para os benefícios socioassistenciais, verificam a necessidade de segunda via de documentação e também encaminham as pessoas para os centros de acolhimento municipais. Também são realizadas ações integradas em parceria com agentes da Clin, Seconser e Seop. As equipes podem ser acionadas pelos números (21) 97197 – 9366 (diurno) ou (21) 97287-3643 (noturno).
"A SMASES trabalha na sensibilização e convencimento da população em situação de vulnerabilidade social, já que a legislação brasileira não permite o acolhimento compulsório. É fundamental que a pessoa precise e queira aceitar ir para um dos equipamentos oferecidos pelo governo municipal", disse.