TCU constata 95 mil indícios de irregularidades na folha de pagamento da administração pública federal
Foram analisadas as folhas de 839 organizações públicas federais no período de abril de 2022 a março de 2023

O Tribunal de Contas da União (TCU) constatou 95 mil indícios de irregularidades na folha de pagamentos da administração pública federal em 2022. O número também engloba ocorrências verificadas em anos anteriores que não receberam esclarecimentos conclusivos até o ano passado.
Foram analisadas, ao todo, as folhas de pagamento de 839 organizações públicas federais entre abril de 2022 à março de 2023 e foram encontrados 32 tipos de irregularidades.
O relatório com as descobertas foi aprovado no plenário do órgão nesta quarta-feira (24).
Os dez principais indícios de irregularidades identificados foram:
- remuneração acima do teto;
- acumulação irregular de cargos;
- reajuste indevido de valo adicional pago a servidores em função comissionada;
- acumulação ilegal de pensão militar;
- acumulação ilegal de outros benefícios;
- pensão civil sem ato de concessão;
- servidor recebendo aposentadoria sem ter saído o ato de concessão;
- militar aposentado sem ter saído o ato de concessão;
- aposentadoria paga apesar de considerada ilegal ou inepta;
- empregado recebendo sem ter saído ato de admissão no sistema e-Pessoal.
As conclusões fazem parte do 8º ciclo de acompanhamento da folha de pagamentos da administração pública federal.
Ao identificar os indícios de irregularidades, o tribunal notifica os gestores, que têm de investigar os fatos e de corrigir eventuais irregularidades.
Ao final da fiscalização, ainda restaram 70,1 mil indícios de irregularidades, (dos quais 34,5 mil foram detectados antes de 2022), que ainda não foram solucionados e continuarão sendo monitorados.
Já as medidas de correção das irregularidades adotadas no ano passado e em fiscalizações anteriores resultaram numa economia mensal de R$ 38 milhões aos cofres públicos, afirma o relatório do TCU.