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Primeiras autópsias apontam que vítimas de seita no Quênia morreram de fome e asfixia

Legistas realizaram autópsias em corpos de nove crianças e uma mulher

relogio min de leitura | Redação 01 de maio de 2023 - 17:46
Os exames revelaram que as mortes foram causadas por fome e asfixia
Os exames revelaram que as mortes foram causadas por fome e asfixia -

Nesta segunda-feira (1) foram realizadas as primeiras autópsias em 10 das 109 vítimas encontradas em uma floresta onde uma seita se reunia, no sudeste do Quênia. Os exames revelaram que as mortes foram causadas por fome e asfixia, conforme anunciou o diretor dos serviços nacionais de medicina legal, Johansen Oduor. 

"Os legistas realizaram a autópsia de nove corpos de crianças, entre 1 e 10 anos, e de uma mulher, no necrotério do hospital de Malindi", disse Oduor à imprensa.

"A maioria tinha características de fome. Vimos características de pessoas que não haviam se alimentado, não tinham comida no estômago, a camada de gordura era muito fina", explicou.

No entanto, duas crianças apresentaram sinais de morte por asfixia. "Pelo que entendemos, há indícios de que [as crianças] foram sufocadas. Essa pode ser uma das causas da asfixia. Foi o caso de duas crianças", disse, detalhando que não faltava nenhum órgão nos corpos. 

Ao menos 109 pessoas, crianças em sua maioria, morreram na floresta de Shakahola, onde costumavam se reunir membros de uma seita chamada Igreja Internacional das Boas Novas (Good News International Church), segundo um balanço ainda provisório.

Os investigadores suspeitam que muitos adeptos morreram de fome após terem seguido os lemas do autoproclamado pastor da seita, Paul Mackenzie Nthenge, que incentivou seus seguidores a jejuar até a morte para conhecer Jesus.

"Os resultados completos e a identificação dos corpos a partir de amostras de DNA pode levar meses" indicou Oduor.

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