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Neonazistas descumprem restrição imposta pela Justiça e retomam o uso do Telegram

Grupos neonazistas driblaram o TSE através de estratégias contra bloqueio do uso do Telegram

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 28 de abril de 2023 - 14:03
Plataforma foi suspensa após omitir informações e não ter apresentado medidas de combate aos grupos de ódio
Plataforma foi suspensa após omitir informações e não ter apresentado medidas de combate aos grupos de ódio -

Após a suspensão do acesso ao Telegram na última quarta (26), determinada pela Justiça, depois da plataforma ter negado fornecer informações sobre os grupos neonazistas que estariam se organizando através da rede, os chats neonazistas - populares pelo compartilhamento e divulgação de conteúdos abertamente violentos, misógino, racista e homofóbico- voltaram a atuar no aplicativo. 

No ano passado, o ‘’Canal Antissemitas BR’’, um dos principais chats fascistas que atuavam no Telegram já havia sido bloqueado por determinação da Justiça, mas ainda assim, não parou suas atividades. Em novembro, os administradores refizeram o chat com um nome diferente e resgataram o backup com diversos links para outros grupos para discutir estratégias de como escapar de novos bloqueios e suspensões. 

Após determinação da Justiça, nesta semana, para as operadoras de serviços bloquearem o acesso ao Telegram, os grupos não desistiram e continuaram funcionando. Os usuários procuraram soluções através de aplicativo de proxy - servidor intermediário entre o usuário e o site que se deseja navegar- que fornece anonimato na Internet, para continuar utilizando a plataforma. 

O Telegram já vem tendo conflitos com o ministro da Justiça, Flávio Dino, pela dificuldade de diálogo entre os lados. O ministro já havia anunciado que abriria um processo administrativo contra o aplicativo, que não respondeu quais são os mecanismos adotados para o combate aos grupos de ódio vinculados aos recentes ataques escolares. 

‘’O Telegram tradicionalmente é de difícil contato, é de difícil diálogo’’ afirmou o secretário Nacional do Consumidor, Wadih Damous sobre a omissão do aplicativo. 

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