Heloisa Buarque de Hollanda é eleita imortal da Academia Brasileira de Letras
Professora emérita da UFRJ ocupará a Cadeira 30 da instituição, que era da acadêmica Nélida Piñon

Nesta quinta-feira (20), a professora emérita da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Heloisa Buarque de Hollanda, foi eleita para a cadeira 30 da Academia Brasileira de Letras. Ela irá ocupar a vaga que ficou aberta em dezembro do ano passado, com a morte da acadêmica Nélida Piñon, primeira mulher a ocupar a presidência da ABL.
Heloisa superou os escritores Oscar Araripe, Denilson Marques da Silva, José Gildo Pereira Borges e José Milton Monteiro Araújo da Silva, sendo eleita com 34 votos.
Aos 83 anos, Heloisa é formada em Letras Clássicas pela PUC-Rio e tem mestrado e doutorado em Literatura Brasileira pela UFRJ. Ela também fez pós-doutorado em Sociologia da Cultura na Universidade de Columbia, Estados Unidos e é pesquisadora nas áreas de literatura, feminismo, culturas digital e de periferia e políticas culturais.
Além disso, a nova imortal é diretora do Programa Avançado de Cultura Contemporânea (PACC-Letras/UFRJ) e coordena o Laboratório de Tecnologias Sociais, do projeto Universidade das Quebradas.
Ensaísta, crítica literária, antologista e editora, Heloisa tem como obras principais "26 poetas hoje" (de 1976), "Macunaíma da Literatura ao Cinema" (de 1979); "Impressões de Viagem" (de 1979), "Cultura e Participação nos anos 60" (1982), "Pós-Modernismo e Política" (de 1991); "O Feminismo como Crítica da Cultura (de 1994), "Asdrúbal Trouxe o Trombone: memórias de uma trupe solitária de comediantes que abalou os anos 70", "Explosão Feminista" (2018), coleção "Pensamento Feminista" e "Feminista, Eu?" (de 2022).