Mulher morre após atendimento no PSA e família denuncia erro médico

Viúvo disse que a mulher piorou após tomar remédio indicado -
“Ela veio aqui para buscar atendimento, entrou com uma tosse e saiu morta”. A declaração é do mecânico Antônio da Silva Neves, de 48 anos. Sua esposa, a dona de casa Claudia Márcia da Silva Vicente, 48, morreu, no início da manhã de ontem, após ser atendida no Pronto Socorro de Alcântara (PSA), em São Gonçalo.
Familiares contaram que Claudia estava com tosse seca e pigarro. Na noite da última terça, ela foi até ao PSA e recebeu diagnóstico de possível princípio de pneumonia. Ela foi receitada com o medicamento Corticorten e liberada para voltar para casa.
Segundo o viúvo, após tomar o remédio, a dona de casa começou a ficar com a língua inchada e passar muito mal. O casal, então, voltou durante a madrugada para o hospital, mas Claudia não resistiu e morreu durante a manhã. Antônio afirma que a língua de sua esposa inchou a ponto dela se sufocar e não conseguir mais respirar. Porém, os médicos informaram à família que o falecimento foi por motivo indeterminado.
“Eles não querem é admitir que ela morreu por culpa deles, não querem assumir a negligência médica, o erro médico. Querem colocar que não sabem a causa, mas foi culpa deles, ela entrou aqui boazinha”, declarou, inconformada, Edilene da Silva, 44, irmã da dona de casa.
Edilene disse que decidiu denunciar o caso para que nenhuma outra família passe por isso. “Eu, infelizmente, já perdi a minha irmã e ela não volta mais. Mas quero que todos saibam o que houve e que o PSA assuma o erro para que outras pessoas não sintam a dor que estou sentindo agora”, esclareceu.
A assessoria da Prefeitura de São Gonçalo informou que a paciente deu entrada na unidade com sintomas compatíveis com crise alérgica moderada e pico hipertensivo associado. Após estabilização, recebeu alta com medicação para casa. Retornou, ontem, com exacerbação da crise alérgica por ter mantido o contato com o agente alérgeno, evoluindo para choque anafilático, entrando em insuficiência respiratória com uma sequente parada cardíaca.