Mulheres fazem manifestação por mais direitos e autonomia

Escrito por Redação 08/03/2016 22:12, atualizado em 08/03/2016 22:11
Manifestantes pediram a reabertura do Ceom de Neves, fechado há sete meses para reformas
Manifestantes pediram a reabertura do Ceom de Neves, fechado há sete meses para reformas . Foto: Alex Ramos

O Dia Internacional da Mulher foi marcado por uma manifestação de integrantes do Movimento de Mulheres de São Gonçalo (MMSG), em frente à Prefeitura, na manhã de ontem. Com placas e faixas reivindicando direitos, autonomia e espaço de poder as manifestantes distribuíram flores e entregaram panfletos com número da Central de Atendimento à Mulher (180) e da ONG.

A principal reivindicação das manifestantes é a reabertura do Centro Especial de Orientação à Mulher (Ceom) de Neves, que foi fechado há sete meses, sob alegação da prefeitura de que seria reformado. 

“Antes, as mulheres encaminhadas pelas delegacias após casos de violência, iam direto para o Ceom. Mas, agora muitas estão deixando de de ser atendidas, já que o fechamento da unidade de Neves está sobrecarregando os outros postos de atendimento. Algumas delas nos procuram aqui no Movimento de Mulheres, o que acaba aumentando nossa demanda, enquanto outras acabam nem recebendo o atendimento”, explicou a representante do Movimento de Mulheres de São Gonçalo, Marisa Chaves.

Em outra pauta da manifestação, as participantes questionavam a respeito da extinção da Subsecretaria de Políticas para Mulheres. De acordo com a representante da ONG, o órgão trabalhava com um orçamento que ajudava a desenvolver políticas públicas para as mulheres, mas acabou sendo extinto em 2014. Com a criação da coordenadoria, posteriormente, esse valor orçamentário foi distribuído em três partes, voltados para de Atenção ao Idoso, Mulher e Pessoas com Deficiência. 

“Não é só para ser um dia de comemorações. Estamos lutando por igualdade de gêneros e pedindo ao prefeito que retome a subsecretaria. Com a criação da coordenadoria, o orçamento destinado para políticas para mulheres diminuiu consideravelmente e prejudicou o trabalho”, afirma Marisa.

As manifestantes também exigiam o funcionamento da Casa Abrigo para mulheres e seus filhos em risco de morte, financiada pelos governos Federal e Estadual. A residência, que tem capacidade para 30 pessoas, está pronta desde 2012, mas não possui móveis.

Entre todas as pautas, o aborto legal e seguro também ganhou voz durante o ato. O grupo reiterou o poder da mulher sobre seu corpo, no qual as decisões devam ser única e exclusivamente da mãe sobre o nascimento do seu filho.

“Hoje é um dia para renovar as causas e lembrar que muito falta para atingirmos a igualdade. Queremos apenas lutar por nossos direitos e garantir que as mulheres possam decidir se irá abortar ou não”, finalizou a conselheira e diretora administrativa do MMSG, Rita de Cássia Vasconcelos.

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