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Mãe reclama da falta de assistência para crianças autistas em escola de Niterói

O caso aconteceu na Escola Municipal Governador Roberto Silveira, localizada no Morro do Castro

relogio min de leitura | Escrito por Lucas Luciano | 04 de abril de 2023 - 17:43
Menino tem sido obrigado a estudar separado dos outros estudantes
Menino tem sido obrigado a estudar separado dos outros estudantes -

A mãe de um aluno da rede municipal de Niterói reclama da falta de assistência especializada para seu filho de 5 anos, diagnosticado com transtorno do espectro autista (TEA). Thamires Dos Santos Tardivo, moradora do Morro do Castro, em São Gonçalo, alega que devida à falta de profissionais de apoio, o menino tem sido obrigado a estudar separado dos outros estudantes, em horários e dias reduzidos.

O caso aconteceu na Escola Municipal Governador Roberto Silveira, localizada em Niterói. E, de acordo com a mãe, ela enfrenta esse problema desde o início de 2022, ano em que o menino deu início à vida escolar.

"Na matrícula, eu levei o laudo dele, com o diagnostico de autismo. Já na primeira semana ele ficou sem aula, e depois ficou no turno da tarde, mas com o horário reduzido (de 13h às 15h). Depois a escola informou que iriam colocá-lo no turno da manhã, para que ele tivesse o apoio de uma professora. Só que mesmo assim meu filho ficou sem ter aula no horário normal. É sempre assim: com horários reduzidos. E eu sinto que ele precisa de mais tempo, até porque esse é um direito dele", relatou.

Thamires conta, ainda, que esse modelo de ensino reduzido prejudica o aprendizado do Luiz Guilherme, que atualmente está no segundo ano do jardim de infância. Segundo ela, parte das disciplinas que ele deveria aprender na escola, estão sendo ensinadas em casa, por ela e o marido.

"Ele sabe muitas letras, mas ele aprende mais porque a gente fica em casa ensinando. Compramos um brinquedo para ajudar, e tem dado certo. Às vezes ele pula algumas letras ou erra a pronúncia de outras, mas sempre demonstra interesse em aprender. Ou seja, se na escola ele ficasse o período normal como qualquer outra criança sem deficiência, eu acho que veríamos mais evolução", compartilhou a mãe.

Ao jornal O SÃO GONÇALO, Thamires afirmou que a escola já foi comunicada acerca da dificuldade do Luiz Guilherme. Mas, segundo ela, a resposta deles é sempre a mesma: "tudo que podemos fazer, já está sendo feito". Além da instituição, a mãe também procurou a Secretaria de Educação e o Conselho Tutelar, no entanto, o problema não foi solucionado.

Em nota, a Prefeitura de Niterói enfatizou que o professor de apoio não é o único responsável pelo processo de inclusão, e que a unidade possui outros recursos para receber alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Ela garantiu, ainda, que há um trâmite em andamento para a realização de um novo concurso público, para melhor atender às necessidades da rede.

Em relação aos dias e horários reduzidos, a Prefeitura comunicou que alguns estudantes, por necessidades pedagógicas, estão em período de inserção. Mas eles já asseguram que haverá uma ampliação gradual dos horários de permanência na unidade.

*Estagiário sob supervisão de Thiago Soares

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