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Fugindo de golpes: como funcionam os esquemas de laranjas que dificultam recuperar o dinheiro

Ações envolvem instituições bancárias sérias

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 03 de abril de 2023 - 10:17
Os 'conteiros' são pessoas que alugam suas contas bancárias para os criminosos
Os 'conteiros' são pessoas que alugam suas contas bancárias para os criminosos -

Os golpes digitais estão cada vez atingindo mais pessoas no Brasil. São muitos lesados e um motivo de grande estranhamento por parte das pessoas é a dificuldade de recuperar os dinheiros desviados e localizar os golpistas, sendo que na maioria das vezes essas ações envolvem instituições bancárias sérias.

Existem vários fatores, mas alguns dos grandes dificultadores são os usos de laranjas nessas ações, além de contarem com a proteção relacionada ao sigilo bancário, da vergonha das pessoas em realizarem denúncias e de, em alguns casos, as transferências serem realizadas em concordância com a vítima, não se caracterizando assim em um primeiro momento em um crime.

A boa notícia é que ações já estão sendo tomadas para coibir essas ações, sendo que o Banco Central e a Polícia Federal estão apertando o máximo possível o cerco para que as instituições financeiras não tenham capacidade de ser hospedeiros de conta laranja ou conta intermediária.

Inclusive começará a fazer um processo em que os bancos serão responsabilizados se for feita uma fraude, quando ocorrer um pagamento do Pix para uma conta de laranja, por exemplo.

Mas, o que são contas laranjas? São contas falsas criadas por criminosos a partir de dados de outras pessoas (que podem ser vítimas ou um comparsa) para receber dinheiro de outras pessoas alvo de golpes.

Essa prática é muito antiga, sendo que era associada antigamente à política, mas agora os golpistas utilizam para transferir recursos para novas contas após os golpes. Isso ocorre por exemplo quando tomam empréstimos deixando as vítimas com as dívidas.

Essa artimanha de uso de laranjas acontecia até mesmo nos golpes de boletos falsos que eram enviados com dados bancários de outras pessoas. Agora com o Pix, através da chamada engenharia social, o criminoso engana a vítima e, a partir de informações confidenciais passadas por ela, consegue fazer transações na conta laranja, em seguida o valor é imediatamente transferido para outra conta de outro laranja e algumas ocasiões o valor é fracionado e transferido para várias contas. É o método utilizando para limpar os rastros do dinheiro.

A orientação para as pessoas é, sempre que for fazer alguma transação financeira, conferir se os dados bancários do recebedor são realmente os da pessoa que deseja transferir. Além disso, é preciso tomar todos os cuidados com os golpes que crescem no mercado. Como visto a recuperação desses valores é complexa.

A expectativa, porém, é que isso melhore, com a inteligência da Polícia Federal trabalhando em conjunto com a FENABRAN para identificar as contas de laranjas, verificando junto aos bancos os documentos de abertura das contas, porque normalmente as contas de laranja são abertas com documentos falsos.

Mas, também é importante alertar a sociedade que, emprestar contas bancárias para receber créditos fraudulentos é crime e prevê punições severas para fraudes e golpes cometidos através de meios eletrônicos, conforme explica a Polícia Federal.

As penas nesses casos podem chegar a até oito anos de prisão, mais multa, e podem ser agravadas se os crimes utilizarem servidores mantidos fora do Brasil, ou se a vítima for uma pessoa idosa ou vulnerável.

Os crimes punidos pela lei incluem fraudes por meio de transações digitais, além de golpes como o de clonagem do WhatsApp, do falso funcionário de banco, e além dos golpes de “phishing”, que capturam dados pessoais de um usuário através de mensagens e e-mails falsos que tentam induzi-lo a clicar em links suspeitos.

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