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Edifício A Noite: prédio que sediou a Rádio Nacional é comprado pela Prefeitura do Rio

Compra do imóvel faz parte do projeto de revitalização da região central

relogio min de leitura | Escrito por Agência Brasil | 01 de abril de 2023 - 10:56
O Edifício A Noite, construído na década de 1920, foi vendido para a Prefeitura do Rio
O Edifício A Noite, construído na década de 1920, foi vendido para a Prefeitura do Rio -

O prefeito Eduardo Paes comprou, nesta sexta-feira (31), o Edifício Joseph Gire, também conhecido como 'A Noite', na Praça Mauá, no Centro do Rio. O município adquiriu o imóvel histórico por R$ 28,9 milhões após tentativas frustradas de negociação do Governo Federal. O objetivo, de acordo com a Prefeitura do Rio, inicialmente é negociá-lo com a iniciativa privada. O valor de manutenção do prédio enquanto ele não é vendido será de R$ 110 mil por mês.

Segundo o prefeito, a região portuária vive uma consolidação do projeto Porto Maravilha, que só foi possível com a parceria com o governo federal por iniciativa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

 “Vamos ter o edifício A Noite disponibilizado para o mercado em condições favoráveis. A prefeitura tem uma flexibilidade na sua legislação, com a CCPAR [Companhia Carioca de Parcerias e Investimentos] que consegue negociar melhor com o setor privado. Nosso desejo aqui é que a gente tenha um projeto residencial ou hoteleiro. A prefeitura não pretende investir em reforma. Já temos construtoras que manifestaram interesse. A gente entende isso aqui como um investimento para a cidade”, disse Paes.

Primeiro arranha-céu da América Latina, o prédio foi inaugurado em 1929. Com 22 andares e 102 metros de altura, o prédio foi projetado pelo arquiteto francês Joseph Gire, que desenhou também os projetos dos hotéis Glória e Copacabana Palace. Foi sede do jornal A Noite e da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, além do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

 O edifício foi tombado em 2013 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em duas categorias: Belas Artes, por suas características arquitetônicas e inovações artísticas, e Histórico, pela importância que teve na história do rádio e da cultura brasileira.

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