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Mãe de jovem atropelado por Bruno Krupp se indigna com soltura do acusado

O modelo teve habeas corpus concedido pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ)

relogio min de leitura | Redação 30 de março de 2023 - 12:13
Modelo deixou a prisão e está em liberdade provisória
Modelo deixou a prisão e está em liberdade provisória -

A mãe do adolescente de 16 anos atropelado e morto por Bruno Krupp, em agosto do ano passado, desabafou nas redes sociais a respeito do habeas corpus concedido ao modelo pelo pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Bruno deixou a prisão nesta quarta-feira (29).

Mariana Cardim viu o filho, João Gabriel Cardim, perder a vida em seus braços por conta dos graves ferimentos causados pelo atropelamento de moto. Krupp estava em velocidade acima da permitida na via, na Praia da Barra da Tijuca.

Bruno foi preso poucos dias após o acidente e foi liberado, utilizando tornozeleira eletrônica, nesta quarta-feira (29) após a decisão do STJ. Segundo Mariana, a soltura do modelo é um desrespeito e ele estaria até com um "sorriso de deboche".

"É com muita tristeza, revolta e indignação que recebi hoje (29/03/2023) a notícia do peso da decisão do STJ que coloca uma pessoa na rua, com a possibilidade de matar novamente outras pessoas. No dia de hoje, a minha dor não tem tamanho, a saudade é inexplicável, continuarei lutando por justiça para que outras mães não passem, não sintam e não sofram o que estou sentindo. Há 8 meses não foi só a vida do meu filho João Gabriel que foi embora, e sim a vida de toda a minha família e a minha, principalmente. Peço a Deus que continue me dando forças para seguir lutando pela condenação de um assassino", disse a mãe da vítima.

Em liberdade provisória, além de utilizar a tornozeleira, Bruno deverá entregar o passaporte; ter o direito de dirigir suspenso e de obter nova habilitação; e comparecer mensalmente em juízo. O descumprimento das regras faz com que ele retorne imediatamente para a prisão.

O modelo continua sendo réu no caso, sendo denunciado pelo Ministério Público por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de matar. De acordo com o ministro Rogério Schietti Cruz, autor da decisão, a revogação do mandato de prisão não alterará o processo contra Bruno pela morte de João Gabriel.

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