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Jovens ‘empoderadas’

Na véspera do Dia Internacional da Mulher, jovens ganham repercussão por continuarem luta por direitos igualitários

relogio min de leitura | Redação 05 de março de 2016 - 19:50
Imagem ilustrativa da imagem Jovens ‘empoderadas’

Por Cyntia Fonseca e Matheus Merlim

Na véspera do Dia Internacional da Mulher, jovens ganham repercussão por continuarem luta por direitos igualitários Elas estão na internet “derrubando forninhos” e quebrando paradigmas quando o assunto é empoderamento feminino, que intensifica a luta das mulheres por um espaço mais igualitário na sociedade. Por trás de uma câmera e de um processo de edição simples, as “vlogueiras”, “youtubers” ou blogueiras têm conseguido propagar ideologias consistentes contra uma cultura ainda machista.

A profissional de relações públicas, Gabi Oliveira, de 24 anos, é uma delas. De acordo com especialistas, esse movimento que parece exclusivamente atual e desenvolvido por essa geração, é positivo e tem servido para inspirar mulheres de todas as idades. Com o canal “DePretas”, que já tem mais de 10 mil inscritos, em apenas seis meses, a niteroiense - que mora no Fonseca, Zona Norte da cidade - acredita que dialogar com adolescentes nas redes sociais é a maneira mais eficaz de mobilizar as meninas a reivindicarem seus direitos, seja no mercado de trabalho ou em qualquer outro âmbito. “Estamos vivendo uma geração que diz: ‘não, isso está errado. Eu quero me ver ali’. Isso tanto como mulher quanto os negros, que ainda hoje em dia não tem uma identificação constante na mídia em geral. Esse fervilhar das redes sociais é incrível.

Eu nunca pensei que alguém fosse dizer que um vídeo meu mudou a vida dela, que ela passou a pensar diferente depois que eu falei sobre um assunto. Isso é recompensador”, comenta a jovem, que afirma não ter um planejamento prévio de qual tema abordar. “Costumo falar de estética negra, de tendências de cabelos afros. Toda mulher tem uma certa dificuldade com a questão estética, isso decorrente da própria cultura. As mulheres negras, pode-se dizer, que são ainda mais complexadas. E eu digo que elas podem ser lindas sim, com o cabelo crespo, cacheado, seja como for. Mas quando surgem comentários ofensivos, seja por questão de gênero ou racial, não fico indiferente. Exponho meu ponto de vista e, é isso que eu considero importante, trocar argumentos de maneira pacífica”, afirma. Para Gabi, embora a luta “feminista” já esteja bastante difundida entre as mulheres hoje em dia, a situação em que vivemos ainda está longe da ideal para considerarmos uma sociedade igualitária. “Esse diálogo nas redes sociais possibilitou uma humanização do discurso.

A mulher se identifica com os exemplos mostrados e segue uma determinada linha de pensamento. A rede social permite aproximar os assuntos que estavam longe para perto. É inegável que nos últimos anos houveram avanços nos direitos, mas ainda não é suficiente. Tiro por mim mesma, que passei a conhecer esses assuntos depois que entrei para a universidade. Mas e quem não consegue entrar para a academia?”, indaga a conterrânea, formada pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

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