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Juntos em defesa da Educação

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 04 de março de 2016 - 21:56
Vestidos preto, simbolizando o luto pela educação no estado, estudantes realizaram um protesto em frente ao Trasilbo Filgueiras
Vestidos preto, simbolizando o luto pela educação no estado, estudantes realizaram um protesto em frente ao Trasilbo Filgueiras -
Estudantes da rede estadual de ensino de São Gonçalo realizaram novas manifestações em apoio à greve dos professores. Na manhã de ontem, cerca de 300 alunos do Ciep 409  (Alaide de Figueredo Santos), no Coelho, caminharam pelas ruas do bairro reivindicando melhorias na infraestrutura da instituições de ensino, além de reforço na segurança e o pagamento dos salários atrasados dos profissionais. 
“Eles se mobilizaram e decidiram ir às ruas protestar. Na nossa escola, praticamente todos os professores aderiram à greve”, comentou a professora de Matemática Elaine Jorge, de 38 anos, que leciona há 20 anos. 
“Os alunos apoiam os professores que lutam por seus direitos. Temos motivos suficientes para fazer greve e apoiar a causa”, emendou o estudante Thayrã Lima, de 17 anos, do 3º ano do Ensino Médio. 
Na Escola Estadual Trasilbo Filgueiras, no Jardim Catarina, a manhã de ontem também foi marcada por manifestações. Segundo os estudantes, que vestiam roupas pretas, simbolizando o luto pela educação, falta merenda na instituição de ensino e não há sequer folhas de papel ofício para as atividades em sala de aula. 
“A merenda é limitada por falta de verba. O aluno do período integral come pouco e não recebe nem um lanche à tarde”, desabafou a professora de ensino religioso Gina Coelho, 37. 
De acordo com a professora Milena Chaves, 34, a maior reivindicação do movimento grevista é por condições de trabalho. “As salas de aula são super quentes, sem ar-condicionado e sem ventilador. Quando chove, o pátio enche e nós temos que sair debaixo d’água, como aconteceu na semana passada com as fortes chuvas”, disse. 
Outras manifestações estão sendo programadas para a próxima segunda-feira no Colégio Estadual Adino Xavier, no Mutondo, e na Escola Estadual Vila Guarani, no Mundel.
Em nota, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), informou que  a adesão ao movimento grevista era de 3% de um total de 82 mil servidores da rede estadual. Segundo a pasta, o governo do estado editou o novo calendário de pagamento do servidor – até o sétimo dia útil do mês – para se adequar à drástica queda na arrecadação de receitas. 
Em relação ao 13° salário, ainda de acordo com a Seduc, já foram pagos cerca de 70% do total e os que optaram pelo parcelamento, os valores estão sendo corrigidos, mensalmente, em percentuais acima da inflação, como forma de compensar o funcionalismo. Faltam apenas duas parcelas 13º a serem quitadas. Metade do benefício foi pago, integralmente, em julho do ano passado. 
 

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