Para comerciantes das praias de Niterói, vendas neste verão foram abaixo do esperado
Chuvas recorrentes afastaram banhistas das praias, o que, consequentemente, faz o faturamento cair

Com a proximidade do fim do verão, estação do ano em que as praias ficam lotadas e os quiosques veem o aumento do seu faturamento, os comerciantes e vendedores começam a fazer o balanço das vendas. O SÃO GONÇALO conversou com alguns empresários e ambulantes para entender como foi o movimento nesta temporada.
O vendedor mais conhecido como "Carlinhos do Coco" trabalha há mais de 30 anos na Praia de Camboinhas. Para ele, o faturamento neste verão foi muito abaixo do esperado, o que pode ter como causa as chuvas constantes na região, em substituição ao sol forte e tempo estável.

"Nós ainda não tivemos um verão como era antes da pandemia. Eu não sei o que está acontecendo com o clima, mas a cada dia que passa parece que o calor demora mais a dar as caras. Antigamente, em setembro já começava a esquentar. Agora, até janeiro continua com chuva, o que atrapalha nossas vendas", revela.
Carlos também diz que trabalha monitorando a previsão do tempo: "Se deu sol, tem praia. E, além do verão, a gente deposita as esperanças nos finais de semana e feriados".
O empresário Sérgio Sobrinho, que gerencia o Cantinho da Tia Joana, na Praia de Itaipu, diz que não teve as vendas que esperava neste verão, assim como "Carlinhos do Coco".

"Esse verão foi abaixo do esperado em comparação com o do ano passado. Só agora nesse finalzinho que está ficando mais o que a gente está acostumado, porque o início mesmo não foi bom o suficiente. E é por causa do tempo, né? Agora que está mais quente, e para a gente o que mais importa é o sol", afirma.
Sobre as expectativas para o ano de 2023, Sergio acredita que sol durante os feriados podem trazer um alívio para as contas do bar.
"Sempre que tiver sol, tem alguém na praia. A gente espera que tenha calor, ainda mais nos inúmeros feriados que terá este ano. Até porque nós somos igual a formiga: trabalhamos o verão para sobreviver ao inverno. A gente precisa ganhar bastante no verão para manter os funcionários no inverno", conta.
O vendedor ambulante à frente do "Sanduíches do Rangel" também confirma a tendência indica pelos donos de quiosques. Segundo ele, "não poderia ter sido pior" o faturamento na estação que costuma ser a melhor para ele.
"Se o tempo fechar, já era. Preciso do sol. Quando ele não aparece tenho que recorrer a outras coisas para trabalhar, como fazer faxina, capinar, cortar uma árvore, carregar entulho. Então, neste outono, se o dia ficar limpo eu já estarei aqui para tentar vender", expõe.

Neste último final de semana do verão, a previsão do tempo indica possibilidade de pancadas de chuva no sábado (18) à tarde, porém o domingo (19) deve ser de sol. Esse talvez seja o último respiro dos vendedores antes que o outono chegue e com ele o tempo mais ameno, que, naturalmente, leva menos banhistas às praias.