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Seis pessoas viram rés por morte de jovem no Terreirão do Samba no Rio

Maria Fernanda foi eletrocutada após encostar numa estrutura de ferro do evento

relogio min de leitura | Redação 16 de março de 2023 - 18:54
O MPRJ denunciou seis pessoas pelo crime, que incluem o administrador do terreirão, os responsáveis pela empresa que instalou as estruturas e um bombeiro civil
O MPRJ denunciou seis pessoas pelo crime, que incluem o administrador do terreirão, os responsáveis pela empresa que instalou as estruturas e um bombeiro civil -

Quase quatro anos após o crime, a Justiça do Rio aceitou a denúncia do Ministério Público do Rio (MPRJ) e tornou réus seis homens pela morte de Maria Fernanda Ferreira de Lima. A jovem foi eletrocutada durante uma festa no Terreirão do Samba, em 2019. Os organizadores da festa, no entanto, não respondem pelo crime.

“A nossa família tá destruída depois da morte da minha irmã. A nossa vida nunca mais foi a mesma. Todo dia uma dor, e a gente luta a cada dia pra conseguir ir em frente. E é uma coisa que vai assombrar para o resto da vida”, relatou a irmã da vítima, Gabriella Lima.

A estudante de 20 anos foi eletrocutada após encostar numa estrutura de ferro do evento. Depois do ocorrido, Maria Fernanda teve quatro paradas cardíacas e não resistiu. Ela cursava odontologia na Universidade Veiga de Almeida.

O MPRJ denunciou seis pessoas pelo crime, que incluem o administrador do terreirão, os responsáveis pela empresa que instalou as estruturas e um bombeiro civil que trabalhava no local. Eles vão responder por homicídio culposo, quando não há a intenção de matar.

A Justiça destaca que o requerimento oficial dos organizadores à Prefeitura do Rio previa no máximo mil pessoas. Mas, no relato, o próprio administrador do Terreirão declarou que havia aproximadamente cinco mil pessoas no evento e que o local não possuía alvará do Corpo de Bombeiros.

Para a irmã de Maria Fernanda, não é justo os organizadores da festa não serem denunciados pela morte. “Uma festa que minha irmã foi pra se divertir. Ela confiou nos organizadores da festa, ela confiou no lugar que estava indo pra poder se divertir e essa confiança gerou a morte dela. Essa denúncia foi um grande passo, que eu venho lutando há 4 anos. Aconteceu, mas, incompleto. Os organizadores da festa não foram denunciados. Por quê? Por que eles não foram denunciados?”, questionou.

A decisão da Justiça reforça que os organizadores se beneficiaram com a lotação da festa acima da estimada. E que, sem alvará para a realização do evento, havia risco de causar dano a inúmeras pessoas.

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