Moradora do Jardim Catarina procura por cadela que desapareceu após tiroteio
Animal tem pouco mais de 5 meses e apresentava sinais de trauma e maus-tratos quando foi resgatado

A protetora da cadela Lily, de pouco mais de 5 meses, procura pela filhote, que está desaparecida há uma semana. O animal fugiu na última quinta-feira (09/03), após se assustar com o barulho de uma troca de tiros que ocorreu no Jardim Catarina, bairro onde mora em São Gonçalo.
A pequena vira-lata caramelo pode ser reconhecida pela coloração branca das patas. Ela costuma responder pelo nome 'Lily' quando chamada pela dona, a gonçalense Elenita Vieira, de 36 anos, mas geralmente se assusta com barulhos muito fortes e pode não responder a estranhos, já que a cachorra demonstra traumas de maus-tratos. Pessoas com informações podem entrar em contato com a protetora através do número (21) 967383309.
Ela foi resgatada no ano passado, com sinais de maus-tratos. Na época, foi batizada de Flora, nome que mais tarde foi substituído pela cuidadora. Com o auxílio da ONG Pello Bem Animal, Elenita estava cuidando do animal em sua casa, próximo ao trecho do bairro conhecido como Ipuca. "A primeira vez que tentei encostar nela ela até tentou me morder, mas, quando ela percebeu que eu tentava ajudar, foi se acalmando", relembra Elenita.
A gerente da ONG, Regina Jordão, de 62 anos, relembra que quando Elenita a procurou após o resgate, a cachorra estava com queimaduras de cigarro e arranhões. "Ela tinha pavor de gente. É um cão traumatizado com barulho. Por um incidente, um tiroteio que teve na comunidade, a cachorrinha se apavorou e pulou o muro do portão e fugiu", conta Regina.
Ambas estão bastante preocupadas com as condições da cachorrinha, especialmente porque Lily ainda estava em tratamento, não tinha se vacinado e ainda não foi castrada. "Ela teve uma recuperação até bem rápida,. Pelo tanto que sofreu, pelo estado em que estava, ela era outra animal. A gente fica com muito medo de ela acabar passando por isso novamente", relata Elenita, que também vive com outros quatro cachorros e tem se dedicado exclusivamente ao cuidado dos animais.
"Não acredito que esteja vagando, porque tem medo. Acredito que ela esteja escondida", explica, também bastante preocupada, Regina. Sua ONG também acompanha o caso de diversos outros animais resgatados e em condição de vulnerabilidade e, no momento, aceita o apoio de pessoas interessadas em doar ou apadrinhar um animal. As doações podem ser feitas através do site da ONG.