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'Março Azul-Marinho' alerta para aumento de casos de câncer colorretal

Pandemia diminuiu número de exames de diagnóstico no país, essenciais para detecção precoce da doença e redução da mortalidade

relogio min de leitura | Redação 16 de março de 2023 - 09:13
Segundo o INCA, a doença ocupa o segundo lugar em volume de incidência no Brasil
Segundo o INCA, a doença ocupa o segundo lugar em volume de incidência no Brasil -

Em todo o mundo, os tumores de intestino - que abrangem aqueles que se iniciam tanto na parte do intestino grosso chamada cólon como em sua porção final, no reto e ânus - são responsáveis por cerca de 10% de todos os diagnósticos de câncer no mundo, com 1,9 milhão de novos casos anuais e 935 mil mortes, segundo o levantamento Globocan, da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Esse alerta para a sociedade em geral ganha um reforço neste mês, que marca a campanha Março Azul-marinho, voltada à promoção do cuidado e à prevenção da condição em todo o mundo. No Brasil, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a doença ocupa o segundo lugar em volume de incidência, excluindo o câncer de pele não melanoma, em homens e mulheres, ficando atrás apenas das neoplasias de próstata e mama, respectivamente. A entidade estima que ao longo de 2023 serão identificados 45.630 novos casos de tumores de intestino.

O tumor colorretal se desenvolve no intestino grosso: no cólon ou em sua porção final, o reto. O principal tipo de tumor colorretal é o adenocarcinoma e, em 90% dos casos, o tumor se origina a partir de pólipos na região que, se não identificados e tratados, podem sofrer alterações ao longo dos anos, podendo se tornar cancerígenos. A principal forma de diagnóstico e prevenção é através do exame de colonoscopia, em que um tubinho flexível com uma câmera na ponta é introduzido no intestino e faz imagens que revelam se há presença de possíveis alterações, permitindo, inclusive, remoção de pólipos e biópsias de lesões suspeitas. No Brasil, o Ministério da Saúde recomenda iniciar o rastreio do câncer de cólon e reto da população adulta de risco habitual na faixa etária de 50 anos - mas muitos países já reduziram para 45 anos de idade.

“O Inca estima, para 2023, que o câncer colorretal será o segundo tipo de tumor mais incidente entre homens e mulheres. Este aumento é visto na prática. Há dois exames muito utilizados no rastreamento deste tipo de câncer: pesquisa de sangue oculto nas fezes e colonoscopia. A colonoscopia é indicada para todas as pessoas acima de 45 anos, porém estudos de custo-efetividade não demonstram benefício dessa medida.”, explica a oncologista Bárbara Sodré, da Oncoclínicas Rio de Janeiro e do Hospital Marcos Moraes.

Pessoas com histórico pessoal de pólipos ou de doença inflamatória intestinal, como retocolite ulcerativa e doença de Crohn, bem como registros familiares de câncer colorretal em um ou mais parentes de primeiro grau, principalmente se diagnosticado antes de 45 anos, devem ter atenção redobrada e realizar controles periódicos antes da idade base indicada para a população em geral. E, um alerta: quando descoberto em fase inicial, o câncer colorretal tem taxa de cura acima de 90%.

Ainda assim, há muitos tabus que cercam o rastreio preventivo do câncer colorretal, o que contribui para a baixa adesão ao controle precoce da doença mesmo entre pessoas que fazem parte do grupo com risco aumentado. Os avanços na pesquisa, porém, possibilitam tratamentos cada vez mais efetivos.

“Os avanços na medicina são contínuos. A avaliação molecular dos tumores tem nos mostrado subtipos tumorais que nos permitem individualizar a escolha do tratamento. Parte dos pacientes pode se beneficiar de imunoterapia ou de drogas alvo. O conhecimento do estadiamento do tumor e de suas características permite sermos mais intensos ou não na escolha do tratamento”, afirma a oncologista Bárbara Sodré.

Sobre o Grupo Oncoclínicas

O Grupo Oncoclínicas tem um modelo especializado e inovador focado em toda a jornada do tratamento oncológico, alinhando eficiência operacional, atendimento humanizado e experiência de 12 anos de mercado. São 132 unidades em 35 cidades brasileiras, que permitem acesso a atendimento com padrão de qualidade dos melhores centros de referência mundiais no tratamento do câncer.

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