Estudante perde bebê e acusa hospital

Há 10 semanas, a estudante Francine da Costa Moreira, de 29 anos, recebeu a notícia que mais aguardava: estava grávida. A gravidez planejada, 11 anos depois de sua primeira gestação, encheu a família de alegria. Mas, segundo ela, uma negligência médica pode ter destruído seus sonhos. De acordo com Francine, no dia 23 de fevereiro, ela acordou com dores e sangramento. Na ocasião, buscou atendimento num hospital particular de São Gonçalo e, após passar por um obstetra, foi orientada a voltar para casa.
No dia seguinte, com dores ainda mais fortes, ela voltou à unidade e só após aguardar mais de duas horas pelo atendimento, conseguiu realizar uma ultrassonografia, que constatou que o embrião, com idade gestacional de dez semanas, estava sem batimentos cardíacos.
Novamente, ela foi orientada a voltar para casa e aguardar que o corpo expelisse o embrião. “Na primeira consulta, a médica disse que estava tudo bem e que era apenas um vasinho que havia se rompido. As dores aumentaram e tive que voltar lá. Só então fizeram o exame que deveria ser feito na primeira consulta”, disse.
De acordo com Francine, com dores cada vez mais intensas, ela foi levada pelo pai, no dia 25 de fevereiro, ao Hospital Naval Marcílio Dias, onde o corpo médico verificou que ela não teria condições de expelir o embrião e foi realizada uma curetagem. “Sofri com dores intensas desnecessariamente. Se no primeiro atendimento tivesse tido um atendimento correto, talvez não tivesse passando por tudo isso. Estou estudando se vou entrar com medidas legais contra esse hospital”, afirmou. A assessoria de imprensa do hospital foi procurada, mas não deu retorno até o fechamento desta edição. (Marcela Freitas)