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Influencer afirma que escolas de samba praticam racismo contra brancos ao exaltarem mulheres pretas

Ana Canziani ainda desabafa sobre o quanto sofre por ser muito branca

relogio min de leitura | Redação 27 de fevereiro de 2023 - 15:45
Ana Canziani, influenciadora catarinense
Ana Canziani, influenciadora catarinense -

Durante o Desfile das Campeãs do Carnaval 2023, a influenciadora catarinense Ana Canziani, publicou um vídeo em suas redes sociais onde afirma que as escolas de samba praticam racismo contra brancos.

Em tom de desabafo, Canziani também diz que apesar de não ser racista, estava se sentindo incomodada porque a festa só exaltava as mulheres pretas e nem sequer mencionava as mulheres brancas.

“Estou assistindo o desfile das campeãs e só fala de mulher preta; sei que isso vai causar uma polêmica, mas ninguém fala da mulher branca. Estou me sentindo uma bosta. Isso também é racismo. Se a gente não pode falar nada de preto porque é racismo, [longe de mim de ser racista], não falar da mulher branca também é racismo. Estou até triste”, disse a influenciadora. 

Ana Canziani continuou ressaltando o quanto sofre por ser muito branca e que muitas vezes já foi apontada pelas pessoas quando sai de casa.

"Parece que mulher branca não ocupa lugar nenhum. Tipo eu, branca transparente, que pareço um mapa geográfico de tantas veias que aparecem no meu corpo. Então eu sofro um racismo quando eu vou na praia, porque nem sol eu tomo. E ai as pessoas falam para mim ‘olha lá que branca! Olha ela não nem marca nenhuma. Meu Deus, é cheia de tatuagem’. Mas eu não vejo ninguém falando que a mulheres brancas transparentes precisam ser exaltadas. Porque mulher branca transparente também não tem o lugar de mulher branca normal”, afirmou. 

Ela também contou sobre a sua descendência Dinamarquesa e sobre a vinda de sua família para o Brasil.

“Minha avó estava na Dinamarca depois da guerra e veio para o Brasil aos trancos e barrancos, para não passar fome lá. Mas a gente não é exaltado porque a gente é branco e com descendência nórdica. Eu acho que as escolas de samba deveriam falar da gente”, conclui.

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