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Projeto forma atores em São Gonçalo

relogio min de leitura | Redação 28 de fevereiro de 2016 - 20:55
 As aulas são ministradas pelo experiente Guga Gallo, que sente orgulhoso dos resultados positivos alcançados pelos alunos
As aulas são ministradas pelo experiente Guga Gallo, que sente orgulhoso dos resultados positivos alcançados pelos alunos -

Seja sobre um palco ou atrás de uma câmera, a faceta do teatro emociona pela delicadeza de uma boa interpretação. As técnicas são inúmeras - e bem difíceis - assim como os gêneros: drama, comédia, terror. Mas um professor em São Gonçalo tira de letra a arte de ensinar a magia que envolve uma das Belas Artes, segundo a Filosofia: Guga Gallo, de 50 anos. 

Pronto para começar mais um ano de curso, no São Gonçalo Shopping, no Boa Vista, o programa espera receber mais 80 alunos, para aulas gratuitas às terças e quintas.

“Aqui eu jogo limpo e falo para eles: ‘Podem se preparar que a profissão é linda, mas é apimentada e cheia de armadilhas’. Por isso, sou rígido, cobro bastante deles, pois quero vê-los brilhar. Diferente de outros empregos, a gente trabalha com a emoção”, explica o ator e professor do curso que já funciona há oito anos, numa sala no estacionamento G3 do shopping.

A próxima turma começará a ser formada justamente hoje,e quem ficou interessado, basta comparecer ao posto de atendimento ao cliente do shopping e preencher um formulário de inscrição. 

Estão disponíveis 80 vagas, para crianças a partir de 7 anos. Não há limite de idade para adultos. 

Dona Roseana Corrêa, 60, é a prova disso. Ela, que conheceu o programa após levar a filha, Carla Corrêa, 23, não se vê mais fora dos palcos. 

“Cheguei aqui para trazer minha filha e fui convidada para fazer uma aula. Na hora, até falei para Guga que eu não servia para isso, mas ele acreditou em mim”, contou a dona de casa, que já encenou “O Elevador da Amy”.

Diferente da mãe, Carla procurou o teatro com outro objetivo: se especializar na arte para entender melhor o trabalho de diretora, roteirista e autora de peças. 

“Eu gosto de atuar, mas pretendo seguir carreira em outras áreas dentro da arte cênica”, revelou a jovem, que vai estrear esse mês com a peça “Festival da Canção na Floresta”, no Teatro Municipal de Niterói.

Para Guga Gallo, nada é mais gratificante do que ver os “filhos” do projeto conseguirem destaque na cena teatral em todo o Estado do Rio. 

“É isso que me faz dar aula de teatro. Ver que eles estão sendo chamados para trabalhos importantes, que estão tendo reconhecimento fora daqui. Às vezes, eu fico um pouco desanimado, mas venho por causa deles”, declarou.

Mesmo assumindo o ofício de professor, Guga não deixa de lado a faceta de ator. Prestes a realizar um dos sonhos da vida, que é estrear no Teatro Shopping da Gávea, ele mal consegue esconder a ansiedade. 

“Demorei 40 anos na profissão para conseguir isso. Quando recebi a ligação da produtora, nem acreditei”, contou o gonçalense que vai voltar em cartaz com “Os Três Porquinhos”, pela companhia Arte de Interpretar, a partir do próximo dia 12.

Ex-alunos despontam nos palcos do estado

Os dois têm a mesma idade, 25 anos, e um talento similar, que é interpretar. São eles: Anderson Tardelli e Rodrigo Becker. Formada junta no curso de Guga Gallo, a dupla vem despontando pelos palcos e coxias, no Rio. Além de serem “filhos” do projeto social, são gonçalenses e ainda levam o nome da cidade em cada peça que trabalham.

No elenco do clássico infantil “A Bela e a Fera”, em cartaz no Teatro Abel, em Icaraí, Niterói, Anderson Tardelli começou na dramaturgia há apenas cinco anos. 

“Não tenho dúvidas que foi neste projeto que eu consegui que muitas portas se abrissem”, comentou o jovem que interpreta o príncipe e o Lefou na obra.

Esse não é o primeiro trabalho importante de Anderson. No ano passado, ele compôs o elenco de uma das 20 peças consideradas mais assistidas do Estado, o musical “Capitães de Areia”. 

Já Rodrigo Becker integra um outro campo dentro da arte. Além de estar no elenco de apoio do setor de dramaturgia da Rede Globo, ele fará uma participação especial no filme “É fada”, nova comédia da diretora Cris D’Amato, que ainda não tem previsão de estrear nas “telonas”.

“Eu comecei no teatro para perder a vergonha, tinha certo complexo de magreza. No primeiro dia, fiquei vermelho, roxo, verde, depois fui me soltando”, relembra o ator que também é técnico em radiologia.

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