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Após temporal no Rio, escolas de samba ainda sofrem com alagamento

Arranco do Engenho de Dentro está pedindo doação para tentar reconstruir o que foi perdido e Lins Imperial terá que refazer tripés e carrinho da comissão de frente

relogio min de leitura | Redação 11 de fevereiro de 2023 - 08:24
Temporal aconteceu na terça-feira (7)
Temporal aconteceu na terça-feira (7) -

A forte chuva que caiu no Rio de Janeiro na terça-feira (7) ainda prejudica duas escolas de samba da Série Ouro. A Arranco do Engenho de Dentro diz que teve o barracão destruído e perdeu muito do que estava pronto para o desfile do dia 17 de fevereiro, quando abre os desfiles de 2023. 

Já a Lins Imperial, corre contra o tempo para refazer dois tripés e um carrinho, que ficam expostos ao tempo, e ficaram completamente encharcados. 

"Como o barracão é pequeno, esses tripés e carrinho ficam do lado de fora, não tem jeito. São dois tripés e o carrinho da comissão de frente, que são de madeira e já estavam forrados. Como eles já ficam exposto, não havíamos decorado justamente por medo de perder, mas vamos ter que trocar toda a forração", explica o carnavalesco Edu Gonçalves.

No Arranco, a situação é mais dramática, e a direção da escola postou pedido de doações para que eles possam refazer o material perdido.

"Tudo isso poderia ser evitado se o poder público olhasse com mais seriedade para as escolas e samba. Na Lins só não aconteceu o que aconteceu no Arranco porque no ano passado, o presidente estruturou o barrancão inteiro. Mas ainda assim a estrutura é muito precária", diz Eduardo.

"As pessoas esquecem que o que a escola de samba é mais do que festa. Carnaval é cultura, é apoio social, é geração de emprego. Passou da hora do poder público olhar para as escolas de samba", diz. 

Na terça-feira (7), vídeos de carnavalescos desesperados com a situação dos seus barracões mostravam a situação e a falta de estrutura nos locais.

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