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Niteroienses se dividem quanto a riscos da Covid-19 no primeiro ano pós-pandemia sem restrições

Quase três anos após início de período crítico, máscaras vão deixando de fazer parte da rotina, mas clima de insegurança segue

relogio min de leitura | Escrito por Felipe Galeno | 07 de fevereiro de 2023 - 17:20
"As pessoas relaxaram, mas o vírus não foi embora, continua aí", afirma passageira no terminal de Niterói
"As pessoas relaxaram, mas o vírus não foi embora, continua aí", afirma passageira no terminal de Niterói -

Daqui a pouco mais de um mês, no dia 11 de março, a pandemia de Covid-19 completa 3 anos em curso. De lá para cá, o mundo enfrentou muitas ondas e diferentes momentos da crise sanitária global. 2023 marca o primeiro início de ano desde a declaração oficial de pandemia com poucas restrições oficiais por causa do coronavírus nos municípios da região metropolitana. Apesar disso, o clima é de apreensão entre alguns moradores da região.

No Terminal Rodoviário Presidente João Goulart, no centro de Niterói, os passageiros se dividem quanto à segurança em relação ao vírus. São poucos os que passam de máscara pelo meio da multidão de transeuntes que cruza o local todos os dias. Isso não significa, porém, que está todo mundo despreocupado.

A cuidadora Vanessa Lopes, de 38 anos, é uma dessas pessoas. Ela explica que, mesmo sem usar máscara, segue tomando algumas precauções porque, no fundo, ainda teme um novo surto do vírus. “Fico com receio sim, principalmente em lugares fechados. As pessoas relaxaram, mas o vírus não foi embora, continua aí. Ainda tem muitos casos de Covid acontecendo. Tinha que manter os cuidados, mas infelizmente o povo acha que já acabou”, acredita.

Ela tem razão; de acordo com o boletim epidemiológico da Prefeitura de Niterói, o município já confirmou 130 casos desde que o ano começou. Por mais que não tenha sido registrado nenhum óbito nas últimas duas semanas, há quem acredite que os casos podem desencadear ondas mais severas da doença. “Daqui a pouco pode estar tudo voltando, todo mundo com Covid de novo, tudo parando”, afirma a aposentada Jaqueline Alves, de 54 anos.

Jaqueline é uma das poucas que não tira a máscara do rosto enquanto espera sua condução no terminal. Assim como ela, as amigas Cirley Fernandes, de 66 anos, e Edmilda Honorato, de 57, também não deixaram de usar a máscara mesmo com as flexibilizações quanto à medida. “Eu uso mesmo. E todos deveriam estar usando, porque a doença ainda está aí”, defende Cirley.

Amigas contam que não deixaram de usar máscara e acreditam que todo mundo poderia seguir medida de segurança
Amigas contam que não deixaram de usar máscara e acreditam que todo mundo poderia seguir medida de segurança |  Foto: Layla Mussi
  

Sua amiga Edmilda considera que o mais perigoso dos locais é o transporte público, justamente por conta da falta de máscaras. “Dentro do ônibus, toda hora as pessoas espirrando sem máscara. Pode ser a Covid e pode não ser, mas enfim, vírus é vírus, tem que se proteger”, ela defende.

Para se proteger, os motoristas e funcionários das empresas de ônibus, que lidam com esse público todos os dias, seguem apostando no álcool em gel. “A gente fica o tempo todo com o álcool em gel. Acho que é um trauma, vai ficar o resto da vida”, diz a despachante Cristina Helena, de 38 anos.

Mais ‘tenso’ do que o ônibus, na opinião de dona Edmilda, é o Carnaval, nas próximas semanas. “Agora, com esse Carnaval, corre o risco de voltar. Todo mundo tem que se cuidar, usar máscara, se proteger. Não pode pensar que esse vírus está adormecido não, porque ele está bem acordado”, ela defende.

Sandro acha que risco de Carnaval é o mesmo que cidadãos têm enfrentando todos os dias
Sandro acha que risco de Carnaval é o mesmo que cidadãos têm enfrentando todos os dias |  Foto: Layla Mussi
  

O porteiro Sandro da Silva, de 40 anos, concorda que é importante se cuidar, mas não acredita que o Carnaval seja um risco maior. “Um dia normal mesmo, aqui no Terminal, já tem bastante gente e sem máscara. Acho que o Carnaval não vai ter uma diferença disso aqui. Se tem algum risco, é o mesmo que já estamos enfrentando”, conta o homem, que se diz “mais seguro” quanto ao coronavírus.

A Secretaria de Saúde de Niterói afirmou que "segue monitorando o cenário da Covid-19 na cidade e reforça a necessidade de atenção às medidas sanitárias, como uso obrigatório de máscaras nas unidades de saúde, a recomendação do uso de máscara pelos grupos de risco (idosos, gestantes e pessoas com morbidade), em caso de qualquer sintoma gripal, além de manter as mãos higienizadas". A vacinação contra a Covid-19 na cidade segue disponível em diversos pontos de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, com entrada até às 16h. Confira, abaixo, os locais de vacinação:

Imagem ilustrativa da imagem Niteroienses se dividem quanto a riscos da Covid-19 no primeiro ano pós-pandemia sem restrições
  

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