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Gonçalense é aprovado para cursar Medicina na Rússia

Toda criança tem um sonho para seu futuro, certo? Mas enquanto muitos meninos desejavam ser jogador de futebol, por exemplo, o gonçalense Paulo Victor Malavasi de Azevedo, de 19 anos, queria ser médico. E sua vontade está prestes de ser realizada.

relogio min de leitura | Redação 20 de fevereiro de 2016 - 20:15
A família de Paulo Vitor se mobilizou para ajudar o jovem
A família de Paulo Vitor se mobilizou para ajudar o jovem -

Gonçalense é aprovado para cursar Medicina na Rússia Thuany Dossares Dayse Alvarenga Toda criança tem um sonho para seu futuro, certo? Mas enquanto muitos meninos desejavam ser jogador de futebol, por exemplo, o gonçalense Paulo Victor Malavasi de Azevedo, de 19 anos, queria ser médico. E sua vontade está prestes de ser realizada. Antes conhecido como o garoto que vendia bombom trufado no colégio, Paulo agora será estudante de Medicina em uma universidade federal na Rússia. O jovem - que mora no Lindo Parque com a mãe, o padrasto, o irmão e dois sobrinhos – viaja na próxima terça-feira (23). O interesse pela carreira veio desde novinho, graças à sua avó, que era enfermeira. “Eu, ainda bem pequeno, minha avó me ensinava a verificar pressão, fazer pequenos curativos. Então eu fui tomando gosto pela área da saúde”, revelou o jovem que vai estudar em inglês na maior parte do tempo. O alto custo das mensalidades das faculdades de medicina no Brasil foi o que motivou Paulo a pesquisar sobre a possibilidade de estudar em outro país. Foi na internet que o rapaz descobriu sobre uma aliança brasileira com a Rússia. “A média de mensalidade aqui é de R$ 5 mil, lá o valor é de U$ 3,1 mil (cerca de R$12 mil) semestrais. Esse valor cobre minha moradia, os meus estudos e o plano de saúde”, explicou informando ainda que toda família está fazendo um mutirão financeiro para ajudá-lo no período de seis anos em que ficará estudando fora. Mas não foi tão simples chegar até a aprovação. Paulo, que cursou todo o ensino médio na rede pública de ensino, precisou comprovar que sempre foi bom aluno. Mas num país em que a cultura é bem diferente da brasileira, o futuro médico diz que sua maior dificuldade será lidar com a saudade. “Eu sou muito agarrado com a minha família, meus amigos. Acredito que estar longe deles vai ser o mais difícil para mim. Estou mais preparado para o frio e para o idioma do que para a distância”, brincou. A dona de casa Nadia Regina Malavasi, 49, mãe de Paulo, já está sentindo saudades de forma antecipada. “Quando ligaram falando que ele tinha sido aprovado eu já comecei a chorar, de alegria e de saudade. Vou sentir muita falta dele, mas é o sonho do meu filho e eu não posso atrapalhar”, disse. Nadia comentou ainda que Paulo é um exemplo de filho. “Ele sempre foi muito esforçado, um excelente filho. Eu fazia minhas trufas e ele levava para a escola para vender e me ajudar e nunca teve vergonha disso. Fez diversos cursos, sempre correu atrás para realizar os sonhos dele. É motivo de muito orgulho pra mim. Tenho a sensação de dever cumprido”, contou a mãe. Futuro - Paulo ainda não decidiu qual será a especialidade médica que irá exercer, mas já sabe que quer ser cirurgião. “Não sei exatamente o que vou ser, mas tenho certeza de que quero realizar cirurgias. Adoro cortes, suturas. Vou iniciar como cirurgião geral, mas acredito que eu vá escolher entre cardiologia ou oncologia”.

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