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Americanas entra com pedido de recuperação judicial após rombo financeiro

A recuperação judicial é uma tentativa de evitar a falência

relogio min de leitura | Redação 19 de janeiro de 2023 - 19:06
O rombo financeiro é de R$ 43 bilhões
O rombo financeiro é de R$ 43 bilhões -

 A empresa  varejista Americanas entrou com pedido de recuperação judicial nesta quinta-feira (19) no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, após anunciar inconsistência contábil de R$ 43 bilhões no balanço de 2022. O aval da Justiça pode ocorrer nos próximos dias ou horas.

O pedido de recuperação judicial é uma tentativa de evitar a falência, com isso a varejista poderá suspender e renegociar parte das dívidas acumuladas . O método evita demissões e falta de pagamento pela empresa.

A partir da recuperação judicial,  a empresa tem que apresentar um plano de recuperação em 60 dias. Esse plano consiste na suspensão da maior parte dos débitos , ou seja, o pagamento aos credores é adiado ou suspenso, focando no pagamento de funcionários, tributos e matéria-prima.

Em comunicado, a Americanas informou que os acionistas pretendem manter o bom funcionamento da operação de todas as lojas, do seu canal digital, da americanas.com, da Ame e demais coligadas.

A companhia, com quase um século de existência, obteve uma medida cautelar na Justiça, no dia 13, protegendo-a contra a cobrança de dívidas antecipadas por seus credores pelo período de 30 dias. BGT Pactual, Banco Votorantim Bank of America , Goldman Sachs, Bradesco e Itaú entraram na justiça contra essa decisão, nessa quinta. 

O BTG Pactual obteve vitória na Justiça, derrubando a exigência de devolver valores de dívidas liquidadas anteriormente a Americanas. Com isso, 1,2 bilhão deixaram de ser restituídos ao caixa da Americanas, referentes a cobrança feita pelo BTG. O bloqueio indevido de cerca de R$ 1,5 bilhão faz com que a manutenção dos negócios do Grupo Americanas seja impossível. Se o caso for indeferido, a empresa não conseguirá cumprir com as obrigações diárias , como o pagamento de fornecedores e funcionários. Ao todo , a varejista mantém mais de 100 mil empregos.

Por causa da crise financeira, parte dos fornecedores suspendeu a entrega das mercadorias ou faz remessa de produtos diante de pagamento à vista.

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