Paciente de UPA precisa de cirurgia

Há um ano, quando descobriu uma pedra nos rins, o porteiro Paulo Roberto Rosa da Costa, de 51 anos, e sua família, jamais podiam imaginar os problemas que estavam por vir. Diagnosticado com pancreatite aguda, insuficiência renal aguda e icterícia, ele passou a ter que fazer hemodiálise e, hoje, está internado na Unidade de Pronto Atendimento do Colubandê (UPA), em São Gonçalo, aguardando transferência para um hospital onde possa ser operado. Desde que descobriu as doenças, ele ficou internado por seis meses no Hospital Municipal Carlos Tortely (CPN), em Niterói, aguardando a colocação de um cateter e, mesmo com ordem judicial, não conseguiu. De volta à sua casa, no Rocha, ele começou a fazer hemodiálise três vezes por semana.
De acordo com a esposa da vítima, Adriana Rodrigues, 38, na última terça-feira, Paulo passou mal e foi levado para a UPA. Mas, como no local não há equipamentos para filtragem do sangue, seu estado de saúde piorou. “Estamos buscando a transferência. Ele precisa fazer a filtragem do sangue, mas aqui não é possível. Hoje (ontem), ele teve uma leve melhora, mas na quarta-feira, ele nem se mexia”, contou a esposa.
O amigo da família, Ronaldo Hannouche, 49, acredita que se a ordem judicial fosse obedecida, Paulo não precisava estar passando por isso. “Queríamos pagar o cateter que custa R$ 300, mas não foi aceito pelo Hospital Universitário Antônio Pedro, que realizaria a cirurgia. Ele está com os dois rins em falência. O Paulo está sofrendo desnecessariamente”, lamentou o amigo.
As assessorias de imprensa do Huap, CPN e UPA foram procuradas. Do Huap informou que não havia tempo hábil para a resposta. A prefeitura de Niterói, responsável pelo CPN, informou que o paciente está inserido na Central de Regulação e a transferência depende de liberação de vaga em unidade estadual ou federal. Durante a permanência no CPN, o paciente recebeu os devidos cuidados e por não ter indicação médica de continuar internado até realizar o procedimento, recebeu alta.