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Novembro Azul: Novos tratamentos e o comportamento do paciente brasileiro

O câncer de próstata é o segundo tipo mais comum entre os homens

relogio min de leitura | Redação 10 de novembro de 2022 - 16:04
Diagnóstico precoce é um dos pilares da campanha Novembro Azul
Diagnóstico precoce é um dos pilares da campanha Novembro Azul -

No mês de conscientização do câncer de próstata, conhecido como Novembro Azul, chama atenção novos medicamentos e tratamentos que trazem esperança para os pacientes, mesmo em caso de câncer metastático. Nesse sentido, Mariane Fontes, coordenadora no núcleo de uro-oncologia da Oncoclínicas Rio de Janeiro, destaca a medicina personalizada, que tem aumentado a qualidade de vida e a sobrevida, em casos avançados.

Outro ponto que merece atenção é o preconceito que ronda os exames de rotina, já que o diagnóstico precoce é importante para o tratamento da doença, o segundo tipo de câncer mais comum entre os homens. Apesar de ainda muito presente, o oncologista Diogo Rosa, da Oncoclínicas do Rio de Janeiro, acredita que estes, hoje, são realizados com menos temor e por uma parcela maior de pacientes do que no passado. “O Novembro Azul, na verdade, fala da saúde do homem como um todo. Os brasileiros estão ficando mais educados no sentido de entender que os exames, mesmo o de toque, são importantes”,  afirma Diogo Rosa.

O câncer de próstata - glândula localizada entre o pênis e a bexiga urinária – é mais comum entre os homens acima dos 65 anos. Os sintomas mais comuns estão relacionados à mudança da atividade urinária, podendo reduzir ou aumentar a frequência. Por ser uma doença silenciosa, que não apresenta sintomas na fase inicial, a recomendação da Associação Brasileira de Urologia é de que os pacientes com mais de 50 anos devem procurar um profissional especializado para uma avaliação individualizada. Só o médico poderá decidir qual o tipo de exame preventivo deve ser realizado, que pode ser o toque retal, o PSA (antígeno prostático específico), a ressonância ou todas as opções juntas. Caso exista um fator de risco (como parentes em primeiro grau com a doença) ou ascendência afro-brasileira, a recomendação é começar a investigação aos 45 anos, assim  o tumor pode ser detectado em fase inicial, aumentando a chance de cura.

Envelhecimento da população e a relação com novos casos

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a estimativa é de que 65.840 novos casos de câncer de próstata tenham surgido ao longo de 2022. No Brasil, o envelhecimento da população tem, consequentemente, acarretado em uma maior incidência de casos. Mas novos tratamentos têm trazido esperança aos pacientes, como a  utilização de agentes hormonais, que atuam na inibição da produção de testosterona ou na ação do câncer da próstata na célula, que vêm aumentando o controle da doença e o tempo de vida do paciente. “Temos também terapias-alvo (um tipo de tratamento que utiliza medicamentos específicos, que atacam as células cancerígenas) que estão chegando no Brasil agora e tratam mutações genéticas específicas. Elas podem ser muito eficazes”, revela Rosas.

Os tratamentos variam de paciente para paciente, mas há esperança mesmo em casos detectados tardiamente. Segundo a oncologista Mariane Fontes, da Oncoclínicas do Rio de Janeiro, os avanços na área têm aumentado também a qualidade de vida do paciente.“Vale a pena ressaltar o uso da medicina personalizada, hoje temos tratamentos aprovados para determinadas alterações genéticas, que devem ser de conhecimento do médico por ter importante impacto na seleção do tratamento e maior chance de cura”, afirma.

O aumento da sobrevida, em casos avançados, está entre os ganhos dos novos tratamentos. “Avançamos muito em termos de terapia nos últimos anos, a sobrevida vem aumentando. O tratamento vai depender de diversos fatores, principalmente se a doença é localizada ou metastática”, diz a oncologista Bárbara Sodré, do Hospital Marcos Moraes e do Instituto Oncoclínicas, acrescentando que o cuidado deve ser multidisciplinar.

Fundada em 2010, o grupo Oncoclínicas (ONCO3) conta com 129 unidades, entre clínicas de especialidades, diagnóstico e prevenção do câncer, centros ambulatoriais de tratamento infusional e radioterapia, laboratórios de genômica, anatomia patológica e centros de alta complexidade (cancer centers), estrategicamente localizados em 35 cidades brasileiras. 

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