Felipe Neto recebe indenização do deputado bolsonarista Carlos Jordy
O influenciador diz que o valor da indenização de ação movida contra Jordy por fake news já foi depositado e será doado a ONGs do Rio

O influenciador Felipe Neto divulgou na última sexta-feira (28) que recebeu do deputado Carlos Jordy (PL) o valor da indenização de uma ação que o youtuber moveu contra o político que espalhou uma fake news envolvendo seu nome ao massacre de Suzano. Felipe diz que doará o valor a ONGs.
"VENCEMOS!!! Caiu na conta o valor de R$54.062,92. O dinheiro saiu do bolso de Carlos Jordy, deputado ultra-bolsonarista q propagou fakenews de q eu tinha ligação com um atentado terrorista. O dinheiro dele irá hoje para o Instituto Marielle Franco e o movimento Ocupa Sapatão (sic)!", publicou Felipe Neto em sua conta na rede social Twitter.
O Instituto Marielle Franco, que receberá parte da indenização segundo o influenciador, é uma organização sem fins lucrativos criada pela família da ex-vereadora da cidade do Rio Marielle Franco. De acordo com a instituição, sua missão é inspirar, conectar e potencializar mulheres negras, LGBTQIA+ e periféricas a seguirem movendo as estruturas da sociedade por um mundo mais justo e igualitário.
Já o movimento Ocupa Sapatão, que também se beneficiará da doação, é um evento organizado por mulheres lésbicas do Rio para celebrar e legitimar o dia 29 de agosto, Dia Nacional da Visibilidade Lésbica.
O youtuber Felipe Neto processou o deputado do PL após o político niteroiense dizer, em uma rede social, que um dos responsáveis pelo massacre de Suzano, que ocorreu em 2019 em São Paulo, teria assistido a um vídeo de Felipe.
Em agosto do ano passado, o desembargador Fernando Fernandy Fernandes, da 13ª Câmara Cível, confirmou a sentença que obrigava o deputado a pagar a indenização por danos morais ao influenciador.
A ação previa também a retratação pública no mesmo espaço em que fora veiculada a notícia falsa em relação a Felipe Neto, mantendo-a pelo prazo de 60 dias, sob pena de multa diária de R$ 500.
Procuradas, as ONGs ainda não se manifestaram.