Mesmo sem habilitação, Bruno Krupp acreditava ter condições de dirigir moto por ter frequentado motoclube
Defesa do acusado também anexou no documento foto de Bruno ainda criança no encontro do motoclube

Mesmo sem possuir uma Carteira Nacional de Habilitação (CNH) para pilotar moto, o modelo Bruno Fernandes Moreira Krupp, que atropelou o estudante João Gabriel Cardim Guimarães, “acreditava veementemente que tinha plenas condições de dirigir a moto naquela velocidade, sem causar nenhum acidente”.
A defesa de Bruno alega, no processo, que ele tinha “total confiança na sua habilidade para direção”, já que frequentou por anos os encontros de um motoclube com o pai e "desde que nasceu, [...] se relacionava com motocicletas".
“Bruno jamais assumiu o risco de sequer lesionar alguém, quiçá causar-lhe a morte. Ele acreditava veementemente que tinha plenas condições de conduzir a moto naquela velocidade, sem causar nenhum acidente, pois tinha total confiança na sua habilidade para direção. Afinal, desde que nasceu, o defendente se relacionava com motocicletas, visto que seu pai era membro de um motoclube e o levava para os encontros do grupo. Por ter crescido nesse meio, o acusado treinou, por anos, no condomínio em que costumava residir com seu pai, em Araruama, tendo, portanto, plena confiança em sua capacitação para dirigir”, disse a defesa do modelo, que anexou ao processo uma foto de Bruno, ainda criança, no motoclube.
No documento encaminhado ao juiz Gustavo Gomes Kalil, do IV Tribunal do Júri, seus advogados também afirmam que João Gabriel e sua mãe, a assessora jurídica Mariana Cardim de Lima, não atravessavam a orla da Barra da Tijuca na faixa de pedestres, e que no momento do acidente o sinal estaria aberto para motoristas.