Vigilantes mantêm paralisação em UPAs

UPA do Colubandê sofre sem vigilantes e médicos
Foto: Alex RamosAtraso no pagamento dos salários, alimentação e passagem defasadas são algumas das queixas dos vigilantes, contratados pela empresa terceirizada HBS Vigilância e Segurança para prestar serviços nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Os funcionários de todas as unidades, apoiados pelo sindicato, estão em greve há seis dias.
Segundo um dos vigilantes da UPA do Colubandê, que preferiu não se identificar, a paralisação não foi o primeiro recurso utilizado. Responsáveis pela empresa foram procurados antes da decisão, mas disseram não haver previsão para o pagamento dos salários com a justificativa de que uma terceira empresa também não está pagando o que deve. Na tentativa de conversar sobre um possível acordo, muitos funcionários foram ameaçados e impedidos de ficar na calçada em frente à HBS.
Desde janeiro deste ano, os funcionários recebem o pagamento com atraso. Um vigilante contou que no mês passado o salário só entrou no dia 24. Todos alegaram estar com aluguel atrasado, cartão de crédito com altos juros e dificuldade para pagar pensão dos filhos.
Até a semana passada, outros funcionários das unidades também estavam sem receber. Agora, a situação se limita aos terceirizados, que ainda não tiveram seus direitos garantidos. A intenção é continuar a greve até a normalização do pagamento. A UPA do Colubandê também passa por problemas de falta de médicos e lotação. Hoje, havia cerca de 150 pacientes na fila esperando por atendimento.