Além de Turnowski, outros chefes de polícia do RJ foram presos
Secretários nos governos Anthony e Rosinha Garotinho e Sérgio Cabral também foram presos

Allan Turnowski, delegado preso nesta sexta-feira (9) não foi o único ex-chefe de Polícia Civil do estado a ir para a cadeia. A operação foi feita pelo Ministério Público do Rio por suspeita de ligações com o jogo do bicho.
Confira outros casos:
Em 2008, uma investigação concluiu que dois ex-chefes de Polícia Civil haviam se envolvido em crimes. Álvaro Lins foi denunciado pelo Ministério Público no Tribunal Regional Federal (TRF) por chefiar uma quadrilha formada, principalmente, por policiais ligados a milícias.
Ele foi acusado de facilitação de contrabando, lavagem de dinheiro, envolvimento na máfia de caça-níqueis e corrupção. Lins tinha sido chefe de Polícia Civil nos governos de Anthony e Rosinha Garotinho e era deputado estadual, mas teve o mandato cassado por causa das denúncias. Ele foi preso em maio de 2008 e condenado a 28 anos de prisão.
Na mesma investigação, o ex-chefe de Polícia Civil Ricardo Hallak também foi denunciado por corrupção, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. Ele tinha ficado no comando da Polícia Civil entre 2006 e 2007, nos governos de Rosinha Garotinho e Sérgio Cabral. Hallak foi condenado a cinco anos e nove meses de prisão por corrupção passiva.
Durante um ano, a polícia federal monitorou, por meio de escutas telefônicas autorizadas pela justiça, conversas entre os principais integrantes da quadrilha. Num dos trechos, Ricardo Hallak e Álvaro Lins acertam represálias a uma delegacia que não fazia parte do esquema de pagamento de propina.
Ambos negam o crime
A defesa do ex-secretário disse que a prisão é um "movimento de perseguição política". Informou ainda que entrou com um habeas corpus pedindo "a liberdade imediata em virtude do desconhecimento do processo” .
Ele foi preso em continuidade às investigações sobre o delegado Maurício Demétrio, que está preso desde o ano passado, acusado de corrupção dentro da Polícia Civil. Demétrio é investigado por suspeita de forjar operações para incriminar adversários e também teria participação na morte do contraventor.
Turnowski foi chefe da Polícia Civil entre 2010 e 2011, durante o governo de Sérgio Cabral (MDB) e deixou a pasta durante uma investigação da Polícia Federal sobre um suposto vazamento de uma operação. O caso foi arquivado por falta de provas. O delegado sempre negou qualquer irregularidade.