Tecnologia a serviço da educação
Professores investem cada vez mais em ferramentas para atrair atenção de alunos

Professora de Geografia, Elisa Oliveira aderiu às novas tecnologias
Foto: Luiz NicolellaÉ quase impossível conceber a ideia de um mundo sem o uso de tecnologia, atualmente. No campo educacional não é diferente. Em vez de ‘nadar contra a maré’, professores têm se mostrado cada vez mais inseridos no meio tecnológico seja utilizando os mais modernos maquinários de informática nas salas de aula, seja marcando presença nas dezenas de redes sociais disponíveis.
Mesmo aqueles já acostumados com outros modelos de educação estão partindo para novos desafios, como a professora de Geografia Elisa de Figueiredo Oliveira, 59, do Colégio Estadual Machado de Assis, em Niterói. Com 22 anos de magistério, ela viu nas redes sociais uma forma de complementar o conteúdo de maneira a chamar atenção dos alunos, que vão do 9º ano do ensino fundamental ao último ano do ensino médio.
“É como se o professor tivesse que fazer uma conquista. O objetivo inicial era valorizar o espaço de vivência entre os alunos. Quando eu passava um trabalho em sala de aula, comecei a observar que ao lançar um tema, eles na mesma hora já pesquisavam no celular. Então, conversando com a mediadora de tecnologia, Claudia Antunes, resolvemos criar um grupo fechado no Facebook só para a disciplina de Geografia”, conta a professora.
O resultado não poderia ter sido mais positivo. A aceitação dos alunos do ensino médio da Nova Educação de Jovens e Adultos (Neja) foi imediata, e a combinação com outros elementos como maquetes, cartazes, atlas e vídeos foi um sucesso.
Por mais capacitação
Alguns colégios já buscam investir na tecnologia, pensando na inclusão digital dos alunos nas primeiras etapas do ensino. É o caso do Albert Sabin, no Colubandê, em São Gonçalo.
Segundo o diretor José Carlos, há uma insatisfação dos alunos em relação às aulas realizadas apenas no modelo antigo do quadro negro com giz. “Nossos alunos participam de aulas em laboratório de informática com internet e salas com lousa digital e vídeo conferência. É preciso haver uma revolução tecnológica não só nas escolas, mas também na capacitação do professor, pois para muitos a tecnologia ainda é algo a ser desmitificado”, afirma.