Governo estuda o retorno do horário de verão
Rio de Janeiro pode ser um dos 11 estados a ter de volta o horário de verão

O governo estuda voltar a utilizar o horário brasileiro de verão, que deixou de ser implementado no Brasil em 2019, primeiro ano do mandato do presidente Jair Bolsonaro. A chance do retorno é discutida pelo Ministério de Minas e Energia e pelo Palácio do Planalto, com uma tendência, neste momento, para a volta.
A discussão sobre o horário de verão voltou porque o Ministério de Minas e Energia pediu ao Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) estudos sobre a política, depois de alterações no modo como os brasileiros gastam energia elétrica.
Caso o governo aprove a medida, 11 estados brasileiros voltariam a implementar o horário de verão: Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e o Distrito Federal.
Os estados do Norte e Nordeste (Acre, Amazonas, Rondônia, Roraima, Pará, Amapá, Tocantins, Maranhão, Piauí, Bahia, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Sergipe) seguiram sem alterar o horário vigente hoje.
Entre os que gostariam de ver a volta do horário de verão estão os empresários do setor de turismo, já que para eles o horário ajuda a estimular negócios, sobretudo em cidades litorâneas, porque o dia claro por "mais tempo" pode atrair mais turistas. Associações de bares, restaurantes e hotéis também já reclamaram do fim do programa.
Em caso de aprovação da volta, o horário seguiria o mesmo esquema dos outros anos: a partir de zero hora do primeiro domingo do mês de novembro de cada ano, até zero hora do terceiro domingo do mês de fevereiro do ano seguinte, em parte do território nacional, o relógio estaria adiantado 60 minutos em relação à hora legal.