Denunciados da Lava Jato ficam calados em depoimento à Justiça
Quatro denunciados na Operação Lava Jato ficaram calados durante depoimento prestado ontem ao juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal em Curitiba. Por orientação dos advogados, permaneceram em silêncio o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque, Roberto Marques, ex-assessor do ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, e Júlio César dos Santos, ex-sócio de Dirceu em uma empresa de consultoria.
Os depoimentos ocorreram no âmbito da ação penal na qual José Dirceu e mais 15 investigados foram denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF) pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.
A acusação contra o ex-ministro e os demais denunciados se baseou nas afirmações do empresário Milton Pascowicht, em depoimento de delação premiada. O delator disse que fez pagamentos em favor de Dirceu e Fernando Moura, empresário ligado ao ex-ministro.
Segundo o MPF, os valores são decorrentes de contratos da Empreiteira Engevix e a Petrobras, por serviços de consultoria.
Os depoimentos de Dirceu e do ex-executivo da Engevix Gerson Almada estão marcados para sexta (29). Desde o surgimento denúncias contra Vaccari Neto, a defesa sustenta que ele arrecadou doações lícitas.