Melhorias para agentes de saúde
Projeto em análise na Câmara prevê novos benefícios sociais e trabalhistas para a categoria

Agentes de Sáude e de Endemias vão passar a trabalhar em conjunto no combate ao Aedes Aegypti
Foto: Sandro NascimentoAgentes comunitários de saúde podem ganhar novos benefícios sociais e trabalhistas. É o que prevê o PLC 210/2015, de autoria do deputado André Moura (PSC-SE), em análise na Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE). Entre as vantagens, está a preferência de atendimento no programa ‘Minha Casa, Minha Vida’.
Os agentes comunitários de saúde e de combate às endemias atuam junto às comunidades, auxiliando o trabalho de equipes médicas nas residências e fazendo a intermediação entre essas equipes e os moradores. Eles não precisam de formação específica na área, sendo necessário apenas que morem na comunidade atendida, passem por curso de formação e tenham ensino fundamental completo. O piso salarial da profissão é de R$ 1.014 mensais.
Segundo o texto, os agentes, bem como suas famílias, passariam a figurar na lista de cidadãos com atendimento prioritário no programa habitacional do governo federal. Seriam equiparados, por exemplo, a famílias com portadores de deficiência e a famílias residentes em áreas de risco.
Tempo de serviço -Os agentes comunitários de saúde e os de combate às endemias também teriam o seu tempo de serviço contabilizado para todos os fins previdenciários, tanto aposentadoria quanto benefícios. Pela legislação atual, esses profissionais são concursados e sua atividade segue o regime jurídico da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), mas ainda não há especificações quanto ao seu reconhecimento pela Previdência Social.
Outros benefícios incluídos seriam o direito a adicional de insalubridade, inclusão em programas de escolaridade e profissionalização para os agentes sem ensino médio completo e ajuda de custo para transporte quando participarem de cursos técnicos ou de capacitação profissional. Além disso, esses cursos passam a poder receber financiamento do Fundo Nacional de Saúde.
O projeto tem relatoria na CE do senador Otto Alencar (PSD-BA). Caso seja aprovado, ainda passará pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) antes de ir a Plenário.